
Mulheres do PCC são presas em SP
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A Polícia Militar de São Paulo tem intensificado as ações voltadas à captura de lideranças de facções criminosas que atuam no estado. O foco principal é o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização que exerce o controle majoritário do tráfico de drogas na capital, na região metropolitana e no litoral paulista, e que tem passado por uma mudança estrutural.
Segundo as autoridades, facção tem usado com mais frequência mulheres em postos de destaque e com poder de decisão dentro da hierarquia da organização. Dentro desta nova realidade, nomes de mulheres têm surgido com frequência nas investigações policiais, como os das suspeitas conhecidas como “Medusa” e “Malévola”.
Medusa, que na verdade se chama Talita da Silva Costa, foi presa durante uma operação recente na Baixada Santista, que resultou na prisão de quatro integrantes do PCC. Segundo a polícia, ela comandava o tráfico de drogas na cidade de Peruíbe, no litoral do estado.
Além da função no tráfico, “Medusa” ocupava o cargo de "disciplina" dentro do PCC. Essa função exige que o criminoso seja responsável por aplicar punições a integrantes que descumprem regras da facção, ou ainda punir desafetos do grupo. A apreensão do aparelho celular da criminosa teria dado à polícia acesso a um grande volume de dados internos da facção.
Disfarces e falsa identidade
Outro nome que integra a lista de lideranças capturadas recentemente é Letícia de Souza Bezerra, conhecida como “Malévola” ou “Loira do PCC”. Ela mudou a cor do cabelo para despistar as forças de segurança, mas não conseguiu evitar a prisão. No momento da abordagem, na Zona Sul de São Paulo, ela ainda tentou apresentar um documento falso, mas o esforço foi em vão.
De acordo com as informações apuradas pela polícia, “Malévola” era procurada por crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico e organização criminosa. Ela tinha a função de "sintonia", que corresponde a um cargo estratégico, pois envolve a coordenação e a movimentação do tráfico de entorpecentes em diversas regiões, como a Zona Sul de São Paulo, além de São Bernardo do Campo, no ABC paulista; e Taboão da Serra, na região metropolitana.
Tribunais do crime e monitoramento
A polícia de São Paulo também identificou a atuação de Ariane de Pontes Rolim, conhecida como “Penélope”, acusada de participar ativamente do chamado "tribunal do crime" do PCC, com atuação no litoral sul do estado e na região do Vale do Ribeira. Ela é apontada como peça-chave na comunicação interna do grupo, participando de diversos grupos de mensagens via aplicativo.
A criminosa era frequentemente acionada para resolver ocorrências ligadas ao cotidiano da região, atuando na mediação ou resolução de conflitos como invasão de domicílios e brigas entre vizinhos. No aparelho celular apreendido com ela, os policiais localizaram imagens de homens baleados, registros que seriam de sessões organizadas pelo tribunal do crime da organização.
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