Brasil Urgente

PM baleado por falso entregador em Osasco segue em estado grave

Cabo Lucas Vieira Souza foi atingido no coração e nos pulmões ao entregar celular vendido pela internet; criminoso fugiu com a arma da vítima

LUCAS MARTINS

29/04/2026 • 18:23 • Atualizado em 29/04/2026 • 18:23

O cabo da Polícia Militar Lucas Vieira Souza, de 36 anos, segue em estado grave no Hospital das Clínicas de São Paulo após ser baleado por um falso entregador na manhã desta terça-feira (28) em Osasco, na Grande São Paulo. O PM, que tem 15 anos de corporação e é descrito como condecorado, foi atingido no coração e nos dois pulmões e passou por cirurgia de emergência após ser transportado pelo helicóptero Águia.

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O ataque aconteceu às 11h05 na Rua José Yoshie Yamamoto, no Novo Osasco. Lucas estava à paisana e havia ido ao local entregar dois celulares de última geração que vendia pela internet. Ao tocar o interfone do prédio, foi surpreendido por um motoqueiro com mochila de entregador. Tentou sacar a arma, mas levou um tiro. O criminoso fugiu levando apenas a arma do PM, deixando para trás os celulares da venda e o aparelho pessoal da vítima. A moto usada estava com placa falsa. A polícia trabalha com as hipóteses de emboscada ou coincidência.

Os colegas de batalhão recolheram as roupas e objetos pessoais do cabo no local. Diante da violência, moradores da região relatam medo e receio ao ver qualquer pessoa com bolsa de entrega nas ruas.

Horas depois, um cerco foi montado após denúncia de que um suspeito do crime estaria escondido no Condomínio Espanha, próximo a uma área de mata com histórico de tráfico. Durante as buscas, policiais encontraram um homem e uma mulher que tentaram se esconder na vegetação. Segundo a PM, o homem estava armado, recebeu ordem para largar a arma, não obedeceu e chegou a apontá-la na direção da equipe. Os policiais efetuaram disparos e o casal foi atingido. Ambos foram socorridos, mas não resistiram. Com o homem foram encontrados drogas e dinheiro em uma mochila.

Até o momento, não há indícios de ligação do casal com o ataque ao cabo. A autoridade policial entendeu preliminarmente que houve legítima defesa, dispensando a prisão em flagrante dos agentes, todos equipados com câmeras corporais. O caso foi encaminhado ao SHPP de Osasco para continuidade das investigações.

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