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Polícia do RJ faz operação contra lavagem de dinheiro no 'Baile da Disney'

Operação Trinos da Polícia Civil mira evento que reúne centenas de pessoas e serve como ponto de venda de cargas roubadas, drogas e ostentação de armamento pesado

Marcus Sadok
MARCUS SADOK

10/06/2026 • 18:35 • Atualizado em 10/06/2026 • 18:35

Polícia Civil do Rio de Janeiro

Polícia Civil do Rio de Janeiro

Divulgação/PCERJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta quarta-feira (10) a Operação Trinos no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do Terceiro Comando Puro (TCP).

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Segundo as investigações, a facção utiliza o Baile da Disney, um dos maiores bailes funk da cidade, para vender cargas roubadas e drogas, além de ostentar armamento de guerra em meio a centenas de pessoas.

"Nessa comunidade é realizado um baile conhecido como Baile da Disney, e nesse local, onde se finge estar apenas realizando uma festividade para a diversão da comunidade, esse ambiente é utilizado para venda de material roubado, bebidas alcoólicas e produtos alimentícios. É um ambiente onde essa facção criminosa ostenta forte poderio bélico", afirmou a diretora do Departamento Geral de Polícia da Capital, Raissa Celles.

Os investigadores afirmam que os criminosos pagavam cachês e garantiam a presença de figuras públicas no evento. Em edições anteriores, foram registrados homens armados com fuzis em meio à multidão.

Em um dos registros, a polícia estimou a presença de cerca de 40 armas durante um cortejo. Vídeos mostram integrantes da facção com pirotecnia, atrações circenses e personagens infantis.

Na operação, a polícia localizou um depósito que comercializava produtos roubados e contrabandeados, além de recuperar diversos celulares e carros roubados.

"Entramos hoje para defender o motorista de caminhão que está trabalhando e é roubado com violência por essa facção. Estamos defendendo todo cidadão que tem seu celular subtraído e sua vida digital invadida", disse Raissa.

Entre os alvos da operação estão Michel de Souza Malveira, conhecido como Mangolé, Negão ou Bil, apontado como atual chefe do Complexo da Maré após a morte de Tiago Silva. Ele responde por associação ao tráfico, roubo e associação criminosa.

Leandro de Sousa Nunes, o Pequeno, foi denunciado junto com Mangolé por integrar a associação voltada ao tráfico na região e aparece em investigações relacionadas ao Baile da Maré.

Andrei Rodrigues Carvalho, conhecido como Filhote de Gabigol, assumiu posto de chefia na região e atua principalmente na Vila dos Pinheiros. Acumula passagens por tráfico, roubos e porte ilegal de arma e costuma ostentar fuzis, munições, joias e carros roubados nas redes sociais. Foi preso duas vezes, em 2024 e 2025, mas deixou a prisão após decisões judiciais.

Alexandre Ramos, o Pescador, é foragido da Justiça e responde por homicídio qualificado, tráfico de drogas, associação para o tráfico e sequestro. Há até um funk com apologia ao crime dedicado ao criminoso.