Brasil Urgente

Polícia do RJ tenta achar quem deu bolo envenenado a menino de 11 anos

Parentes da criança prestaram depoimento nesta sexta-feira, após confirmação da morte da criança

Da redação
DA REDAÇÃO

12/06/2026 • 17:42 • Atualizado em 13/06/2026 • 16:57

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense intensificou as investigações para identificar o autor do envenenamento de um menino de 11 anos, identificado como Artur. A criança, que passou mal após comer um pedaço de bolo de chocolate, na cidade de Belford Roxo, Rio de Janeiro, teve o óbito confirmado nesta sexta-feira (12), após dias de internação hospitalar.

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A principal linha de apuração das autoridades busca entender a dinâmica do crime: quem preparou ou entregou o alimento à criança e qual seria a motivação para o ato. Familiares do menino foram convocados e permanecem na unidade policial para prestar esclarecimentos cruciais sobre a rotina da vítima e os eventos que antecederam o mal-estar.

A mãe e o padrasto da criança prestaram depoimentos longos nesta sexta-feira. O pai biológico do menino também compareceu à delegacia para colaborar com as autoridades.

O caso, que inicialmente era tratado como uma suspeita de envenenamento, ganhou contornos de homicídio após a divulgação do laudo do Instituto Médico Legal (IML). O exame toxicológico descarta a possibilidade de uma contaminação acidental por substâncias armazenadas incorretamente. Segundo o laudo, foram detectadas três substâncias no organismo da criança:

  • Chumbinho: Veneno de alta toxicidade, de uso e venda proibidos no Brasil;
  • Midazolam: Um sedativo ansiolítico potente, de uso restrito em ambiente hospitalar para a sedação de pacientes;
  • Lidocaína: Um anestésico local de uso clínico.

Investigação descarta acidente doméstico

A combinação incomum de substâncias, especialmente o sedativo hospitalar aliado ao veneno de rato, coloca a polícia em estado de alerta. Para os investigadores, o cenário sugere planejamento deliberado, tornando a hipótese de um acidente doméstico praticamente descartável.

"Não dá para a gente pensar em um acidente ou alguma coisa que estava no lugar errado", afirmou uma fonte ligada ao caso, destacando a natureza perigosa e o acesso restrito aos fármacos encontrados.