
Polícia Federal prende fornecedor de armas do Comando Vermelho no Suriname
Band TV
Uma operação da Polícia Federal (PF), batizada de Red Fox, desarticulou um esquema internacional de tráfico de armas que abastecia a facção criminosa Comando Vermelho (CV). O principal fornecedor, Arnaldo Ribeiro, e sua esposa, Denise Mendonça, foram presos no Suriname, em uma ação que contou com a cooperação da polícia local e monitoramento por drones.
O casal vivia em uma mansão em um subúrbio valorizado de Paramaribo, capital do país, e foi extraditado para Belém, no Pará, onde teve a prisão preventiva cumprida. Segundo as investigações da PF, Arnaldo atuava como negociador de fuzis, incluindo modelos AK-47, que eram enviados diretamente para Edgard Alves Andrade, o Doca, apontado como um dos chefes do CV no Rio de Janeiro.
Logística do crime e movimentação financeira
A investigação aponta que as armas percorriam cerca de 3.700 quilômetros até chegar ao Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, base operacional de Doca. Denise Mendonça, esposa de Arnaldo, é acusada de atuar como a principal operadora logística e financeira do grupo.
Além do casal, a operação cumpriu mandados contra outros integrantes da rede criminosa:
- Nicolas Fernandes Soares: Operador financeiro suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para ocultar os recursos ilícitos da facção e realizar pagamentos aos fornecedores.
- Francisco Araujo Ribeiro: Preso em Tabatinga (AM), era responsável por uma empresa utilizada para viabilizar o fluxo financeiro da organização na região amazônica, especialmente na logística de drogas e armas.
Justiça determina bloqueio de bens
A Justiça Federal ordenou o bloqueio de R$ 500 milhões em bens dos envolvidos no esquema. Apesar da desarticulação do núcleo financeiro e logístico, Doca, o líder da facção no Rio de Janeiro, permanece foragido.
A Polícia Federal informou que outros oito suspeitos continuam sendo procurados, incluindo Rosemberg da Silva Medeiros Gomes, conhecido como "Berg" e apontado como tesoureiro de Doca, e Silvio Andrade Costa, o "Barriga", suspeito de gerenciar movimentações bancárias via Pix para o pagamento de armamentos.
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