
Quadrilha ataca três bancos na cidade de Santa Rita, no Paraguai
Band TV
Uma quadrilha composta por cerca de 20 homens encapuzados e fortemente armados promoveu uma série de ataques simultâneos contra uma casa de câmbio e três agências bancárias cidade de Santa Rita, no Paraguai, a 70km da fronteira com o Brasil.
Durante a ação, os criminosos renderam os policiais que fazem o patrulhamento na área e mantêm as autoridades sob a mira de fuzis enquanto realizam os saques nas instituições financeiras.
O Sistema de Emergência do Paraguai emitiu um alerta máximo para todas as unidades policiais da província para tentar interceptar os autores do crime. Devido à complexidade da logística e à proximidade com o território brasileiro, as forças de segurança tratam o episódio como uma operação de crime transnacional.
Grupo incendeia veículos e bloqueia rodovias
A fuga dos assaltantes foi planejada minuciosamente para travar a reação das forças de segurança locais. Para dificultar a perseguição policial, os homens incendeiam dois veículos em pontos estratégicos e bloqueiam os principais acessos ao município.
Imagens de câmeras de monitoramento capturaram a movimentação do bando na tentativa de invadir uma das agências bancárias. Os registros mostraram que os suspeitos tentaram arrombar a porta do estabelecimento com chutes. Logo depois, os homens efetuaram disparos de grosso calibre contra a fachada de vidro, que ficou totalmente estilhaçada.
Polícia investiga ligação com o Novo Cangaço
Apesar do aparato bélico e da violência empregada na ação simultânea, os autores do crime não conseguiram acessar os cofres principais de duas das agências bancárias visadas. Em um dos estabelecimentos, a polícia paraguaia encontrou um artefato explosivo que foi deixado para trás pelos assaltantes sem ser detonado. Os esquadrões antibombas foram acionados para fazer a remoção segura do material.
Até o momento, o montante total de dinheiro levado da casa de câmbio e do banco não é divulgado pelas autoridades paraguaias. A principal linha de investigação aponta para a participação direta de integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) na coordenação dos ataques.
A polícia avalia que o estilo da ação se assemelha aos crimes conhecidos no Brasil como "Novo Cangaço", em que pequenos municípios são tomados por quadrilhas. As buscas pelos suspeitos continuam na região de fronteira com o apoio de departamentos policiais vizinhos.
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