
Segurança mata colega de trabalho durante a troca de turno em SP
BAND TV
Um desentendimento motivado por uma vaga de estacionamento termina em morte na tarde desta terça-feira, em Moema, na Zona Sul de São Paulo. O segurança Elizeu de Souza Cardoso, de 44 anos, é assassinado pelo próprio colega de profissão durante a troca de turno em frente ao edifício onde ambos prestavam serviço.
De acordo com informações, os dois homens eram funcionários de uma empresa terceirizada que realiza o controle de entrada e saída de veículos no condomínio. Elizeu encerrava seu expediente, que ocorria das 6h às 18h, quando foi rendido pelo agressor, de 41 anos. Imagens exclusivas registram o momento em que o autor foge do local logo após o crime.
Ao chegar ao endereço, a Polícia Militar encontra a vítima caída na escada do prédio, já sem vida. O boletim de ocorrência indica que Elizeu foi golpeado no peito durante o entrevero. Testemunhas relatam que o autor do crime apresenta um comportamento atípico ao chegar para o trabalho, mantendo-se reservado e proferindo poucas palavras antes de iniciar a discussão na guarita externa.
Motivação e dinâmica do crime
Um porteiro do condomínio detalha às autoridades que tentou contato via rádio ao perceber a briga, mas não obteve sucesso. Segundo o relato, a vítima tenta se afastar do agressor, caminhando entre os carros estacionados na rua, mas acaba alcançada e esfaqueada. Antes de fugir, o assassino ainda realiza algumas ligações telefônicas.
A investigação aponta que o conflito entre os dois profissionais era recorrente. Elizeu utilizava seu carro particular para se deslocar ao trabalho e costumava solicitar ao colega que reservasse uma vaga na via pública em frente ao prédio. O agressor, que utilizava transporte público e trabalhava no local há cinco anos, recusava-se a guardar o espaço, alegando tratar-se de uma área comum onde qualquer pessoa poderia estacionar.
O desentendimento já havia sido reportado pela vítima a um supervisor da empresa terceirizada, na tentativa de evitar confrontos diretos. Familiares de Elizeu, que residem no interior paulista, descrevem o segurança como um homem sem antecedentes criminais e dedicado à família. Ele deixa esposa, um filho e aguardava o nascimento do primeiro neto.
A empresa terceirizada responsável pela contratação dos seguranças afirma que não comentará o caso. A Polícia Civil segue com as diligências para localizar o autor do crime, que permanece foragido.
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