Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
00horas
:
00min
:
00seg
Brasil

Tarcisio, Nunes e ministro querem rompimento com Enel; Aneel decide

Ministro Alexandre Silveira afirma que, por determinação de Lula, não há mais o que discutir e cobra agência reguladora por processo rigoroso.

4 min

16/12/2025 18:28 • Atualizado há 312 dias

Tarcisio, Nunes e ministro querem rompimento com Enel; Aneel decide

O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Governo Federal está unido ao Governo do Estado e à Prefeitura de São Paulo para exigir que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) inicie o processo de caducidade da concessão da Enel. Em entrevista coletiva ao lado do governador de São Paulo,Tarcísio de Freitas, e do prefeito da capital, Ricardo Nunes, o ministro destacou que a medida é uma determinação direta do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de proteger o cidadão paulista.

Continua depois da publicidade

Alexandre Silveira ressaltou que a decisão foi tomada em consenso para dar uma solução ao povo de São Paulo, que sofre "demasiadamente" com os problemas reiterados na qualidade da prestação de serviço da Enel.

O ministro destacou que a determinação de Lula é que o Governo Federal trabalhe unido com o estado e os municípios, independente de questões partidárias ou políticas. Ele lembrou que o Brasil é um país "eminentemente municipalista, 5.400 municípios", o que torna o trabalho integrado essencial.

"Eu venho por determinação do presidente Lula, que reconhece a importância da federação, a importância de trabalharmos unidos, governo federal, governo do estado e municípios", declarou o ministro.

Continua depois da publicidade

União contra a má prestação de serviço

O representante do Governo Federal enfatizou que a união entre os poderes foi a base para a decisão de pedir a caducidade.

"Unidos em fim de que nós consensuássemos uma solução, e essa é a determinação que nos deu ontem, para o povo de São Paulo que sofre demasiadamente com os reiterados problemas na qualidade da prestação de serviço da Enel em São Paulo", afirmou Silveira.

O ministro relembrou que o poder público, nas três esferas, já havia se manifestado de forma reiterada contra a concessionária perante à ANEEL. Silveira enfatizou que a agência reguladora, que possui diretores com mandato, está passando por uma mudança em sua composição.

Continua depois da publicidade

Segundo o ministro, a ANEEL, por ter diretores que agora começam a ter seus quadros alterados, precisa ser cobrada de forma mais incisiva. Silveira informou que o diretor Gentil, que tem vista desse processo de São Paulo, acompanha o Governo Federal na iniciativa.

"Nós estamos completamente unidos, governo federal, governo do estado e governo do município. São Paulo, governo do estado e governo do município de São Paulo, para que a gente inicie um processo rigoroso, regulatório", disse o ministro.

Cobrança por caducidade imediata

Alexandre Silveira se alinhou às declarações do prefeito e do governador de São Paulo, afirmando que a decretação de caducidade é o único caminho.

Continua depois da publicidade

Ele e as autoridades paulistas decidiram "instar junto à ANEEL para que inicie o processo de caducidade, como disse o prefeito, como disse o governador".

O ministro expressou a expectativa de que a agência reguladora dê uma resposta o mais rápido possível ao povo de São Paulo, implementando o processo de caducidade.

Na visão de Silveira, o início do processo de caducidade resultará, "com certeza, na melhoria da qualidade do serviço de distribuição, que é o serviço mais sensível do setor elétrico brasileiro". Ele frisou que a distribuição é o serviço que precisa dar uma resposta rápida a eventos climáticos, como os que têm ocorrido em São Paulo.

Continua depois da publicidade

O ministro reconheceu que existe um decreto de renovação de concessões que visa aperfeiçoar e modernizar os municípios. Ele citou que novos contratos já foram implementados com outras empresas, como a EDP no Espírito Santo e a Neoenergia em Pernambuco.

No entanto, o ministro foi enfático ao dizer que, como mencionou o governador, a Enel perdeu "inclusive do ponto de vista reputacional, as condições" para continuar à frente do serviço de concessão em São Paulo.

"Portanto, nós estamos estando juntos, reiterando, na verdade, juntos à agência reguladora para que ela inicie um processo de caducidade da ANEEL de São Paulo", concluiu o ministro. Ele encerrou a declaração reforçando que a decisão não está mais em discussão e partiu, via Governo Federal, para a ANEEL.

Continua depois da publicidade

Problemas de fornecimento na Grande SP

Após uma forte ventania, um apagão deixou cerca de 2,3 milhões de imóveis na Grande São Paulo sem energia. Os ventos, que chegaram a 98km/h em algumas regiões, derrubaram mais de 300 árvores. Muitas delas caíram sobre a rede de fios, destruindo cabos e postes.

Alguns locais chegaram a registrar mais de 90h sem o fornecimento regular. Até a última segunda (15), 60 mil imóveis ainda estavam sem energia, mas a empresa alegava “operação normalizada”.

Com o apagão mais recente, comércio e serviços perderam R$ 2,1 bilhões em faturamento de quarta-feira (10) até domingo (14), segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Além das perdas por conta da falta do serviço, o blecaute também afetou o abastecimento de água em alguns pontos da Grande SP.

Continua depois da publicidade

A Enel alega que a energia foi restabelecida no domingo (14) para 99% dos clientes da companhia. A empresa afirmou ainda que segue atuando para atender todos os clientes afetados com 1,8 mil times nas ruas.. Contudo, a nova crise de energia aumenta as críticas sobre os serviçoes prestados pela empresa com episódios semelhantes de apagões em 2023 e 2024.

Tópicos relacionados