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TRE do Piauí mantém prisão de vereadora acusada de comprar votos de facção criminosa

Segundo a PF, a campanha de Tatiana Medeiros, nas eleições municipais do ano passado, foi financiada pelo bonde dos 40 - uma facção rival ao PCC, no Piauí

MARK FIGUEREDO

07/04/2025 • 18:08 • Atualizado em 07/04/2025 • 18:08

Vereadora Tatiana Medeiros, do PSB

Vereadora Tatiana Medeiros, do PSB

Reprodução/Brasil Urgente

Vereadora acusada de comprar votos com dinheiro da facção do Bonde dos 40 é presa pela polícia federal. O marido dela também foi preso.

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A operação que colocou na cadeia a vereadora Tatiana Medeiros, do PSB, de Teresina, foi desencadeada pela Polícia Federal.

A vereadora foi presa após a investigação apontar a ligação da parlamentar com uma facção criminosa que atua no estado. Segundo a PF, a campanha de Tatiana Medeiros, nas eleições municipais do ano passado, foi financiada pelo bonde dos 40 - uma facção rival ao PCC, no Piauí.

Tatiana Medeiros passou por audiência de custódia nesta sexta-feira e teve a prisão mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí. Por ter formação em direito, ela ficará no quartel do comando geral da Polícia Militar do estado.

Esta foi a segunda etapa da operação escudo eleitoral desencadeada pela PF no Piauí. Na primeira fase, o namorado da vereadora foi preso em Minas Gerais, sob suspeita de integrar uma facção criminosa.

O Bonde dos 40 foi criado em São Luis, no Maranhão, em 2007. A facção nasceu dentro dos presídios e é fruto de uma conexão de criminosos do Maranhão com detentos do Rio de Janeiro e de São Paulo. Depois, o Bonde migrou para o Piauí. A facção, que já foi aliada do Comando Vermelho e do PCC, agora busca uma hegemonia na região.

A disputa pelo controle do tráfico de drogas e armas gera uma guerra sangrenta. No Piauí, as polícias seguem com operações para sufocar o crime organizado.

A operação da PFF, que revelou a suposta ligação da vereadora com a faccão rival ao PCC, deve entrar agora em uma nova fase. Na primeira etapa, policiais encontraram R$ 100 mil em espécie no instituto criado pela parlamentar, na zona norte de Teresina. Dinheiro que a investigação acredita ter ligação com o Bonde dos 40. A defesa de Tatiana Medeiros nega as acusações.

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