
Três mulheres foram atacadas pelos ex-companheiros em menos de 14 horas em SP
Reprodução/Brasil Urgente
Três mulheres foram atacadas pelos ex-companheiros em menos de 14 horas em São Paulo. Duas vítimas não resistiram aos ferimentos e morreram.
Os familiares de Maria Augusta de Jesus, de 49 anos, estão desolados. Ela foi morta a facadas pelo então companheiro, dentro de casa, na zona sul de São Paulo, na frente de dois dos quatro filhos. Valdivielson Santos, de 30 anos, foi preso em flagrante instantes depois do crime. O casal ficou junto por cerca de oito anos, mas a família nunca aceitou a relação.
“Muito triste. A gente vê passar na televisão e não imagina que vai acontecer com a gente, e acontece. Ela era uma mãe muito boa, uma pessoa boa, ajudava todo mundo. Era uma pessoa muito boa. Eu mesmo fiquei sem chão, acabou com a gente, acabou com tudo”, disse Márcia Cristina, cunhada da vítima.
O crime aconteceu na última quarta-feira (9). Maria Augusta, que era diarista, tinha passado o dia inteiro trabalhando. Ao chegar em casa, soube que o marido não estava. Pouco tempo depois, ele chegou alcoolizado.
“Ele chegou, ele subiu para o quarto e aí minha tia foi atrás perguntar para ele onde ele estava, onde ele tinha passado o dia inteiro. Foi o momento em que ele imobilizou ela no quarto, o filho dela contando, e ela gritando para o filho dela: Alisson não vem pra cá”, disse Viviane de Jesus, sobrinha da vítima.
No momento em que o crime aconteceu, dois filhos de Maria Augusta estavam no local, o adolescente de 17 anos e a filha caçula, de apenas 6 anos, que é fruto do relacionamento com o agressor.
No momento em que a briga começou, o jovem ainda tentou ajudar a mãe, mas não conseguiu. Depois de esfaquear a vítima, o homem saiu pela rua e, de acordo com testemunhas, gritava várias vezes que havia matado a mulher.
A filha mais velha de Maria Augusta foi avisada do que tinha acontecido pelo irmão, de 17 anos. Ao chegar no imóvel, ela encontrou a mãe sangrando, e a encaminhou para o pronto-socorro, mas a vítima não resistiu.
O homem a esfaqueou duas vezes: no braço e na axila. Na rua, o criminoso foi contido por vizinhos e, em seguida, preso em flagrante. Ele foi levado para o 101 DP, que é responsável pela região. Na delegacia, Valdivielson confessou o assassinato.
“Minha tia era tudo. Ele destruiu a minha família, não tem o que falar, minha tia era tudo. Ele tirou a vida da minha tia, a minha prima está crescendo sem mãe, ela tem seis anos, o que você perguntar para ela fala: o meu pai deu uma facada na minha mãe, ele matou a minha mãe. Ele só tem seis anos”, lamentou a sobrinha.
No dia seguinte, na zona leste da capital, Angela de Jesus Brito, de 39 anos, foi encontrada morta dentro de casa. A mulher tinha diversas marcas de faca pelo corpo. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro, que fugiu logo depois.
Além de esfaquear a mulher, o homem também atacou a filha dela, de 12 anos. A menina foi levada para um hospital próximo com diversos ferimentos e precisou ficar internada.
Também na zona leste de São Paulo, apenas quatro horas depois da morte de Angela, outra tentativa de feminicídio aconteceu. Desta vez, a vítima foi uma adolescente de 16 anos. Ela tinha terminado o relacionamento com o namorado, de 17 anos, depois de descobrir que ele a estava traindo.
O garoto não aceitou o fim da relação e foi até a casa da ex. Ao chegar lá, ele partiu para agressão.
A garota foi ferida com golpes de faca principalmente na cabeça e socorrida para um hospital, onde segue internada. O agressor fugiu, mas logo depois foi encontrado pelos policiais militares. Ele foi apreendido. O relacionamento dos adolescentes tinha durado entre três e quatro meses.
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