Brasil Urgente

Vinicius Gritzbach: PCC mostra força quando descumprem regras, diz desembargadora

Ivana David, desembargadora do TJSP, comentou sobre o assassinato de Vinícius Gritzbach, delator do PCC. O empresário foi morto no Aeroporto de Guarulhos

da redação
DA REDAÇÃO

09/11/2024 • 17:11 • Atualizado em 09/11/2024 • 17:11

A desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Ivana David, declarou, em entrevista ao Brasil Urgente, que o assassinato de Vinicius Gritzbach mostra, mais uma vez, a força do PCC quando descumprem as regras da facção criminosa.

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“Mais uma vez o PCC faz, literalmente, aquilo que ele promete no próprio estatuto. Quem trai a facção, quem some com o dinheiro e droga, e quem delata circunstâncias que envolvem a facção a pena é de morte”, afirmou Ivana David.

“A gente acompanha essa situação há três anos, desde a morte do Cara Preta, que também foi uma situação que chama a atenção. Mas, mais uma vez, o PCC mostra sua força quando, eventualmente, descumprem as suas regras”, acrescentou.

Ao ser questionada sobre a possibilidade da Polícia Federal investigar a morte de Vinicius Gritzbach, a desembargadora declarou que a organização pode apurar o caso, mas não acredita que esse seja o melhor caminho.

“Teoricamente, até pode passar para a Polícia Federal, mas não acredito que esse seja o melhor caminho. O DHPP é um dos melhores departamentos de polícia deste país, sempre mostrou responsabilidade e competência. Isso não é bom nem para o sistema de segurança, nem de Justiça”, afirmou.

Morte do delator do PCC

O empresário Vinicius Gritzbach foi atacado quando desembarcava de uma viagem para Goiás. De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, o empresário era jurado de morte do PCC. O ataque a tiros foi realizado com fuzis e metralhadoras.

Vinicius Gritzbach, que negociava uma delação premiada com o Ministério Público, entregou esquemas do PCC e também denunciou extorsão envolvendo policiais civis de São Paulo.

O governador de São Paulo disse que tudo indica que o ataque a tiros na porta do maior aeroporto do Brasil esteja associado ao crime organizado. O MPSP disse que não vai se manifestar sobre o caso para não prejudicar as investigações.