
Aécio condiciona candidatura ao Planalto a chance de romper polarização
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, evitou confirmar uma candidatura à Presidência da República e afirmou, em entrevista ao Canal Livre, que só disputará o cargo se o projeto deixar de ser "uma aventura" e se tornar "um risco" real de romper a polarização entre os campos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
“Nós temos que despertar o centro brasileiro. Aqueles que hoje votam no Lula porque dizem não ao Bolsonaro, ou votam no Bolsonaro porque dizem não ao Lula. Nós temos que dar a essas pessoas a oportunidade de votar sim. Sim, para um novo projeto de pacificação, de união nacional. E é essa a pregação que eu tenho feito pelo Brasil”, afirmou.
Aécio relatou que convidou Ciro Gomes para encabeçar a candidatura presidencial por avaliar que o ex-governador teria perfil para enfrentar a polarização. O ex-ministro de Lula se filiou em 2025 ao PSDB e optou por disputará o governo do Ceará.
Aécio afirmou ainda ter sido procurado por lideranças nacionais, dentro e fora do partido, como o ex-governador cearense Tasso Jereissati, o próprio Ciro Gomes e Roberto Freire, ex-presidente do Cidadania, para assumir a disputa.
Mesmo assim, condicionou qualquer decisão à viabilidade do projeto. “Isso só será possível se essa candidatura deixar de ser uma aventura e passar a ser um risco, uma possibilidade concreta de furar essas duas bolhas que tão mal vêm fazendo ao País", concluiu.
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