Resumo
O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, afirmou em entrevista que a criação de uma vacina contra o HIV é dificultada pela diversidade e constante mutação do vírus, apesar de décadas de pesquisa e investimentos globais sem sucesso.
O avanço médico resultou na estratégia de prevenção chamada Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que utiliza medicamentos para combater o HIV e já mudou significativamente o cenário da transmissão do vírus.
A adoção da PrEP no Brasil desde 2015 contribuiu para a redução contundente da transmissão do HIV em várias regiões, especialmente em São Paulo, beneficiando milhares de pessoas e sendo considerada pelo especialista como um método eficaz, similar a uma vacina.
O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, comentou em entrevista ao programa Canal Livre neste domingo (05), sobre a dificuldade de se criar uma vacina contra o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Segundo o médico, o vírus é muito diverso e muda com frequência.
Kallás relatou que passou grande parte da carreira estudando uma possível vacina para o HIV, mas não teve sucesso.
“Eu dediquei grande parte da minha carreira estudando vacina de HIV e a gente até hoje não conseguiu, infelizmente. O mundo inteiro dedicou bilhões para a gente conseguir uma vacina, mas sem sucesso", disse o médico
Estratégia de prevenção
Apesar da derrota em achar uma vacina, a medicina avançou e apresentou uma estratégia de prevenção contra o HIV, chamada Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Esse método não se enquadra como vacina, mas utiliza medicamentos para combater o vírus. Segundo Kallás, “isso (PrEP) mudou a história da transmissão do HIV”.
O médico disse em entrevista ao Canal Livre, que essa pré-exposição começou a ser adotada no Brasil em 2015 e vem reduzindo, em algumas regiões do país, de forma contundente, inclusive em São Paulo, a transmissão do HIV.
Para o diretor do Instituto Butantan, esse método de prevenção ao HIV funciona muito bem e, apesar de não se enquadrar como vacina, funciona praticamente da mesma maneira e já ajudou milhares de pessoas.
“Essa pré-exposição é praticamente uma vacina. Eu acho que foi um enorme impacto (a criação da PrEP). O tratamento hoje é muito bom”, opinou o especialista.
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