
Luciana Temer defende aprovação do PL contra adultização de crianças nas redes sociais
Reprodução/Canal Livre
A adultização e sexualização de crianças e adolescentes nas redes sociais é o tema do Canal Livre que vai ao ar neste domingo (23), na esteira do vídeo publicado pelo influenciador Felca em que expõe as redes sociais exploram a imagem de menores de idade. Entre os convidados, a ativista Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta.
Criado em 2017, o instituto busca dar luz à pauta da violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil, por meio de campanhas, filmes, apoio à pesquisa e ações correlatas à causa e criação de estratégias que possibilitam a desnaturalização do problema.
Na entrevista ao Canal Livre, Luciana defendeu o projeto de lei que busca transformar o ambiente digital num espaço saudável para crianças e adolescentes. A medida, já aprovada na Câmara dos Deputados, tornará mais rígido o acesso de menores às redes sociais, aplicativos de jogos e demais plataformas digitais. Abaixo, veja alguns destaques da proposta:
- verificação real de idade;
- controle parental efetivo;
- retirada de conteúdo de abuso ou exploração de crianças e adolescentes.
“Esse projeto de lei vem trazer uma esperança para o Brasil estancar uma violência virtual contra crianças e adolescentes que tem crescido assustadoramente. Recentemente, uma rede global que monitora violências sexuais contra crianças e adolescentes, no ambiente virtual, anunciou que o Brasil passou da 23ª para 5ª de países que mais denunciam violência sexual de crianças e adolescentes nas redes”, disse Luciana.
Responsabilização das big techs
Ao comentar os pontos do projeto, após intervenção do jornalista e apresentador Rodolfo Schneider, a presidente do Instituto Liberta explicou que, apesar de importantes, algumas medidas são insuficientes. Como exemplo, destacou o controle parental, pois, conforme expôs, muitos pais são analfabetos e isso dificultaria o acompanhamento do que os filhos acessam na internet. Segundo Luciana, o ideal é responsabilizar as big techs.
“Hoje, [a verificação etária] é autodeclaratória. Com a aprovação do PL 2628, as plataformas, os aplicativos de jogos passam a ter que exigir uma prova de idade. Isso vai ser fundamental. O outro ponto é o controle parental, que é fundamental [...], mas seria insuficiente. Por isso, o controle e responsabilização das plataformas é fundamental. É preciso que eles se responsabilizem”, considerou Luciana.
Como assistir ao Canal Livre
O Canal Livre vai ao ar neste domingo (3), na tela da Band, na Bandnews TV, Bandplay e também no canal Band Jornalismo, no Youtube.
Com apresentação de Rodolfo Schneider e participação dos jornalistas Thais Dias e Fernando Mitre, o programa começa às 20h, na Bandnews TV, e às 23h, na tela da Band.
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