'Vou desenvolver as potencialidades do Brasil', afirma Ronaldo Caiado
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência posicionou-se contra a desvinculação da aposentadoria do salário mínimo e defendeu a educação tecnológica como motor de riqueza e independência econômica

Em entrevista ao programa Canal Livre, o ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, detalhou sua visão sobre temas sensíveis da economia e do mercado de trabalho.
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Ao ser questionado sobre propostas de austeridade que afetam diretamente o bolso do trabalhador, como a desvinculação da aposentadoria ao reajuste do salário mínimo, Caiado foi categórico: "Não vou tirar essa prerrogativa do aposentado".
Sobre a jornada de trabalho, o ex-governador mencionou a escala 5x2, mas apontou para a necessidade de modernização. Ele citou o projeto de lei do senador Rogério Marinho focado na "hora trabalhada", defendendo que o Brasil precisa sair do modelo "analógico" e entrar na modernidade.
Para Caiado, o jovem de hoje não busca apenas a CLT tradicional, mas sim a flexibilidade e a valorização de sua produtividade.
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O "Ciclo de Dependência" e a Riqueza pelo Conhecimento
Uma das críticas de Caiado foi direcionada ao modelo de gestão focado exclusivamente em programas de transferência de renda. Segundo ele, o país corre o risco de destruir seu potencial ao tornar a população dependente da máquina estatal.
"Vou desenvolver as potencialidades do Brasil. Você só eleva o padrão do país se distribuir riqueza. E como se distribui riqueza? Pelo conhecimento", afirmou.
O governador destacou os investimentos feitos em Goiás em inteligência artificial e educação profissionalizante, argumentando que sem preparo intelectual, o Brasil continuará a ser um exportador de commodities e importador de tecnologia de ponta.
Soberania e Projetos Estruturantes
Caiado também abordou a necessidade de o Brasil aproveitar suas "riquezas críticas", como os minerais estratégicos e a inteligência artificial, para garantir soberania nacional. Citou, como exemplo de sucesso, a implementação do biometano na frota de ônibus de Goiânia, o que lhe rendeu uma homenagem em Caxias do Sul como a primeira capital a adotar energia produzida localmente.
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"Não se governa apenas para quatro anos; eu governo para deixar projetos estruturados para os próximos 80 anos", declarou. O ex-governador criticou a dependência brasileira de insumos externos, como o cloreto de potássio e a amônia para a agricultura, defendendo que o país tem território e potencial para desenvolver toda a cadeia produtiva internamente.
