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Zema diz que Caso Master seria 'pouco provável' se existisse a Lava Jato

Pré-candidato à Presidência afirma que impunidade, e não falha regulatória, está na raiz do escândalo financeiro; para ele, violência também seria resolvida com o mesmo princípio

Da redação
DA REDAÇÃO

02/05/2026 • 22:55 • Atualizado em 02/05/2026 • 22:55

Em entrevista ao Canal Livre, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que o colapso do Banco Master teve como causa principal a impunidade no Brasil, e não falhas em sistemas regulatórios.

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Para o pré-candidato, a manutenção das condenações da Operação Lava Jato teria reduzido a probabilidade de casos como o do Master se repetirem.

Nós tivemos uma Lava Jato que foi toda desfeita. Quando se tem essa impunidade, parece que você está falando: raposas, entrem no galinheiro quando vocês quiserem, que não vai acontecer nada com vocês

Custo ignorado da violência

O raciocínio foi estendido à segurança pública. Zema defendeu que elevar o custo do crime é o caminho mais eficaz para reduzir a violência.

O mineiro também alertou para os efeitos ignorados dos mais de 40 mil homicídios registrados anualmente no Brasil, como as sobrecargas aos sistemas de saúde, os impactos na Previdência Social e os cuidados com as famílias das vítimas, que, em sua visão, geram um custo perfeitamente administrável, mas politicamente pouco rentável.

"O Brasil está perdendo dinheiro a rodo com coisas que são gerenciáveis e que muitas vezes não interessam aos políticos porque não ganham votos", afirmou. "Fazer política, eu aprendi, não é muitas vezes fazer o que é melhor. Muitas vezes é fazer o que é mais visível, o que é mais glamuroso."