Cão Orelha sofreu “lesões contundentes” na cabeça, aponta laudo
A Polícia Civil de Santa Catarina já identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos pelo crime

O laudo sobre a morte do cão Orelha, em Florianópolis, aponta que ele sofreu uma “lesão contundente na cabeça”, possivelmente causada por um pedaço de madeira, garrafa ou objeto. A Polícia Civil de Santa Catarina já identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos pelo crime.
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Os menores identificados não podem responder por maus-tratos, apenas por ato intencional. Eles estão sujeitos a medidas socioeducativas, que vão de advertência e prestação de serviços à internação por, no máximo, três anos.
No início da semana, um advogado e dois empresários, que são pais e tio dos menores, foram indiciados por coação de testemunhas.
Na última segunda-feira, (26) a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, mas ninguém foi detido. Celulares e notebooks foram apreendidos.
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O que se sabe sobre o crime?
De acordo com as investigações, o cão Orelha teria sido agredido por um grupo de adolescentes. O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente.
Segundo o MP, Orelha sofreu agressões na região da cabeça, vindo a óbito durante atendimento veterinário que buscava reverter clinicamente o caso.
Adolescentes já foram ouvidos?
Dois dos quatro adolescentes suspeitos de torturar e matar o cão Orelha estão em viagem aos Estados Unidos. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, a viagem dos jovens estava pré-programada e eles devem retornar ao Brasil na próxima semana.
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"Dois adolescentes foram alvos de busca e outros dois estão nos Estados Unidos e foram para lá em viagem, que, segundo consta, era pré-programada e estão retornando na próxima semana", diz o delegado.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
