
Carla Zambelli deixou o país
Lula Marques/ EBC
Após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federa (STF) decretar a prisão da deputada federal Carla Zambelli, a política pelo PL emitiu uma nota sobre o pedido e considerou o decreto "uma perseguição e escalada autoritária".
A PGR pediu a prisão preventiva da deputada federal após Carla Zambelli anunciar que deixou o Brasil. A parlamentar afirmou que saiu do país devido a um tratamento médico e declarou que pedirá licença do mandato. “Cansei de ficar calada, de não poder falar as coisas que eu penso”, disse. Zambelli saiu do país mesmo condenada a 10 anos de prisão devido à invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça.
Na decisão, Moraes determinou, além da prisão, a inclusão da deputada federal na lista vermelha da Interpol. O ministro também pediu bloqueio de passaportes, vencimentos, verbas, bens e ativos bancários e também das contas em redes sociais de Zambelli, da mãe dela e do filho dela.
Para Zambelli, a decisão de Moraes é ilegal, inconstitucional e autoritária. "Um único ministro decidiu, de forma monocrática, rasgar o devido processo legal, ignorar a imunidade parlamentar e violentar a democracia", afirmou.
A deputada afirma que ela foi atacada como mãe, filha e parlamentar. "Denunciarei esse abuso, essa perseguição e essa escalada autoritária em todos os fóruns internacionais possíveis", afirmou, alegando que irá expor a "perseguição política" contra ela.
Condenação de Zambelli
Zambelli foi condenada em 18 de maio a dez anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Carla ainda disse que emancipou o filho para poder ficar longe dele. “A pessoa que está amoada, constrangida e com vergonha por não poder falar o que pensa, foi ficando doente”, falou Carla.
A defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP) apresentou um recurso contra a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou a parlamentar a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023.
No recurso, a defesa pede a absolvição da deputada e afirma houve cerceamento de defesa pela falta de acesso a todas as provas produzidas durante a investigação.
Os advogados também contestaram a condenação de Zambelli ao pagamento de R$ 2 milhões em danos coletivos.
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