
PM Gisele Alves Santana e tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto
Reprodução
Começou na manhã desta segunda-feira (29) a audiência de instrução do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob a acusação de feminicídio contra sua esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, e por fraude processual ao tentar encobrir o crime.
Gisele foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal morava, na capital paulista. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita e ele foi preso em 18 de março.
A audiência de instrução ocorre no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Ao todo, foram listadas 40 testemunhas e, ao final, o réu deverá ser interrogado. Na fase de instrução, serão produzidas as provas que servirão de base para a decisão da Justiça. A previsão é que a audiência de instrução dure até sexta-feira (3).
Como o expediente da Justiça de São Paulo está funcionando de forma remota nessta segunda-feira, em decorrência do jogo do Brasil na Copa do Mundo, a audiência foi virtual e ouviu duas testemunhas de acusação, uma delas, o delegado que presidiu o inquérito sobre o caso. Nos demais dias, a audiência ocorrerá presencialmente.
Por meio de suas redes sociais, o advogado José Miguel da Silva Junior, que representa a família da soldado Gisele, informou que embora ainda faltem muitas testemunhas a serem ouvidas na audiência de instrução, o caso tem se consolidado como assassinato.
Está se comprovando que, realmente, estamos diante de um feminicídio e não de um suicídio, tese desde o início aventada pela família. --José Miguel da Silva Junior
Com Agência Brasil
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