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Chefe da Corregedoria da Polícia de SP e tia de policial preso em operação cai do cargo

Rosemeire Monteiro de Francisco Ibañez é parente de Eduardo Monteiro, um dos sete investigados por envolvimento com o PCC

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20/12/2024 12:01 • Atualizado há 673 dias

Chefe da Corregedoria da Polícia de SP e tia de policial preso em operação cai do cargo

A chefe da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, Rosemeire Monteiro de Francisco Ibañez, caiu do cargo nesta sexta-feira (20) por ser tia de Eduardo Monteiro, policial preso na operação que investiga o envolvimento de agentes públicos com o PCC.

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A informação foi confirmada pelo repórter Rodrigo Hidalgo, da Band. Depois, em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou os afastamentos para as investigações.

Monteiro é um dos sete presos na operação, que foi iniciada a partir da delação premiada de Vinícius Gritzbach, empresário envolvido com o PCC e executado em novembro, no Aeroporto de Guarulhos.

Eduardo Monteiro atuava no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil. Ao lado do delegado Fábio Baena, ele era responsável por investigar Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, delator do PCC executado no Aeroporto de Guarulhos. Ambos são citados na delação dele ao MP-SP.

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Eduardo é acusado de saber que estava acusando Gritzbach de ser mandante das mortes de líderes do PCC injustamente, a fim de proteger os verdadeiros culpados pela execução.

À época da delação, os advogados de Baena e Monteiro alegaram que as declarações do delator “foram objeto de ampla investigação conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil e, arquivada, a pedido do próprio Ministério Público, o que veio a ser ratificado e confirmado em recurso apreciado pela Procuradoria Geral de Justiça”.

Os sete presos podem responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e ocultação de capitais, cujas penas somadas podem alcançar 30 anos de reclusão.

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Veja a nota da Secretaria da Segurança Pública de SP

A Secretaria da Segurança Pública informa que os delegados citados na delação estão afastados de suas funções a fim de que os fatos sejam apurados. A medida foi tomada para garantir a isenção das investigações, reafirmando o compromisso da pasta com a legalidade e transparência. Além disso, a delegada Rosemeire Monteiro de Francisco Ibanez solicitou o desligamento da Corregedoria da Polícia Civil e se colocou à disposição da Instituição para seguir em outro setor, mudança que será efetivada na próxima semana.

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