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O que é Cialis? Entenda para que serve o remédio citado por Ana Paula

Medicamento para disfunção erétil disparou nas buscas do Google após pedido inusitado em festa; especialistas alertam para riscos do uso sem prescrição e o "hype" entre jovens

Da redação
DA REDAÇÃO

12/02/2026 • 14:22 • Atualizado em 12/02/2026 • 14:22

Ana Paula Renault e Jonas flertam bastante na casa

Ana Paula Renault e Jonas flertam bastante na casa

Reprodução/Globo

A madrugada desta quinta-feira (12) no BBB 26 não foi marcada apenas pelo tema "Sunset Fit" e pelos beijos entre o líder Jonas e Maxiane. Um pedido inusitado da jornalista Ana Paula Renault durante um flerte com o modelo colocou a farmacologia no topo dos assuntos mais comentados da internet. Ao ser questionada se queria algo especial, Ana Paula disparou: “Um champanhe e um Cialis também pra ajudar”.

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O comentário, feito em tom de brincadeira, teve impacto imediato fora da casa. Dados da Sala Digital, parceria da Band com o Google, mostram que as perguntas "o que é Cialis?" e "Cialis, para que serve?" estão entre as mais buscadas no Brasil hoje. Mas, afinal, o que é esse medicamento e por que ele se tornou um fenômeno de vendas e buscas?

O que é o Cialis e para que serve?

O Cialis é o nome comercial de um medicamento cujo princípio ativo é a tadalafila. Ele pertence à classe dos inibidores da enzima fosfodiesterase tipo 5 (PDE5). Sua função principal é o tratamento da disfunção erétil (impotência), ajudando homens a obter e manter uma ereção satisfatória para a atividade sexual.

Além disso, a tadalafila é indicada para tratar os sinais e sintomas da hiperplasia prostática benigna (HPB) — o aumento benigno da próstata que causa dificuldades urinárias — e também pode ser utilizada no tratamento da hipertensão arterial pulmonar.

Como o medicamento age no corpo?

Diferente do que muitos pensam, o Cialis não é um estimulante sexual ou afrodisíaco. Para que ele funcione, é indispensável que haja estímulo e excitação sexual.

O mecanismo de ação é técnico, mas simples de entender: a droga promove a vasodilatação, relaxando a musculatura dos vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue no pênis. O grande diferencial do Cialis em relação ao seu "primo" famoso, o Viagra (sildenafila), é a duração: enquanto o Viagra age por algumas horas, o efeito da tadalafila pode perdurar por até 36 horas, o que lhe rendeu o apelido de "pílula do fim de semana".

O fenômeno da "Tadala" no Brasil

O Brasil é, atualmente, o país que mais pesquisa sobre tadalafila no mundo. Segundo levantamento da Anvisa, as vendas do medicamento saltaram de 3 milhões de unidades em 2015 para recordes 64 milhões em 2024. Em 2024, a tadalafila foi o quinto genérico mais vendido no país.

Esse "hype" é alimentado por redes sociais como TikTok e Instagram, onde influenciadores e jovens promovem o uso recreativo da substância para "turbinar" o desempenho sexual ou até como suplemento pré-treino em academias. Especialistas alertam, porém, que o suposto benefício físico no esporte não possui comprovação científica.

Riscos, efeitos colaterais e o perigo para as mulheres

Embora o pedido de Ana Paula Renault tenha gerado risadas, o uso do Cialis por mulheres não é indicado. Não existem evidências científicas de que o medicamento aumente a libido feminina, e as buscas por esse uso específico cresceram baseadas em desinformação.

Para os homens, os efeitos colaterais mais comuns incluem dor de cabeça (cefaléia), dores musculares e nas costas, indigestão e congestão nasal.

Atenção extrema: O Cialis é terminantemente contraindicado para pacientes que usam medicamentos à base de nitratos (usados para tratar dores no peito/angina). A combinação pode causar uma queda fatal na pressão arterial.

A "Bengala Psicológica"

Urologistas demonstram preocupação com o uso precoce por jovens que não possuem disfunção orgânica. O uso recreativo pode criar uma dependência psicológica, onde o homem acredita que só terá um bom desempenho se tomar o remédio. Isso mascara inseguranças emocionais e pode, futuramente, causar uma disfunção erétil de origem psicogênica.

Como resume o urologista Eduardo Miranda, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU): "O remédio não conversa com a gente para entender o que está acontecendo. Ele pode mascarar o problema e ele tende a crescer".

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