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Colheita da uva começa no Rio Grande do Sul com otimismo na safra

Safra gaúcha deve atingir 800 milhões de quilos, mas setor teme concorrência com vinhos europeus após assinatura de tratado de livre-comércio

GABRIELA DIAS

11/01/2026 • 17:43 • Atualizado em 11/01/2026 • 17:43

A temporada da Vindima teve início oficialmente no Rio Grande do Sul, marcada por celebrações tradicionais e uma perspectiva de crescimento para a vitivinicultura nacional. A colheita, que se estende até o mês de março, atrai turistas de diversas regiões do país para experiências como a pisa das uvas ao som de músicas italianas.

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Visitantes como a gestora pública Emília Marinho e o ambientalista João Leal, vindos de Goiânia, participaram do primeiro dia de atividades. Para os turistas, a sensação de participar da colheita e do processamento artesanal é o ponto alto da visita à Serra Gaúcha.

Produção em alta no Rio Grande do Sul

O estado gaúcho consolida-se como o principal polo vitivinícola do Brasil, sendo responsável por 90% da produção nacional de vinho. Atualmente, o Rio Grande do Sul detém a maior área de cultivo de uvas do país, abrangendo quase 42 mil hectares de plantações.

A expectativa para 2026 é de uma safra recorde. A estimativa é que a colheita atinja 800 milhões de quilos de uva, o que representa um aumento de aproximadamente 7% em comparação com a safra anterior.

Impactos do acordo entre Mercosul e União Europeia

Apesar dos números positivos no campo, o setor demonstra preocupação com o cenário macroeconômico. O acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, com assinatura prevista para a próxima semana, deve alterar a dinâmica do mercado interno.

Daniel Panizzi, vice-presidente do Consevitis-RS, alerta que o tratado permitirá a entrada gradual de vinhos europeus no Brasil com preços mais competitivos. A redução de tarifas para os produtos estrangeiros preocupa os produtores locais, que temem os impactos diretos na comercialização do vinho brasileiro frente à concorrência internacional.

Embora a produtividade tenha aumentado, as lideranças do setor ressaltam que a sustentabilidade financeira das vinícolas nacionais dependerá da capacidade de adaptação às novas regras de mercado que passarão a vigorar nos próximos anos.

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