
Fernando Collor
Valter Campanato/Agência Brasil
Cobrado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a explicar por que ficou 36 horas com a tornozeleira eletrônica desligada, o ex-presidente Fernando Collor disse que o equipamento descarregou sem que ele percebesse.
Em ofício enviado ao STF, a defesa do ex-presidente negou que o desligamento tenha sido intencional e afirmou que o episódio "não passou de um incidente involuntário". A tornozeleira ficou desligada, por falta de bateria, entre 9h05 do dia 2 de maio e 21h23 do dia 3 de maio. Eram os primeiros dias de prisão domiciliar do ex-presidente.
A Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas, que auxilia na execução da pena, só comunicou o STF neste mês, o que levou Moraes a pedir os esclarecimentos.
A defesa de Collor afirma que, quando o equipamento foi instalado, a equipe informou que a bateria estava completa e duraria de 24 a 72 horas sem necessidade de carregá-la, o que não ocorreu.
Além disso, segundo os advogados, o aparelho não emitiu nenhum sinal sonoro ou luminoso indicando a necessidade de carregamento.
A defesa argumenta que Collor "ainda se adaptava aos novos procedimentos e às rotinas de cuidado e atenção que passaria a adotar para garantir o cumprimento da medida restritiva".
O ex-presidente cumpre pena de 8 anos e 10 meses por corrupção e lavagem de dinheiro no regime domiciliar em Maceió, monitorado pela tornozeleira eletrônica. O descumprimento de medidas cautelares pode acarretar na sua transferência ao regime fechado.
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