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Colômbia descarta relação entre terremoto de 7,4 e tremores na Venezuela

País está localizada em uma área de encontro de três placas tectônicas: Sul-Americana, de Nazca e do Caribe

Da redação
DA REDAÇÃO

11/08/2026 • 06:05 • Atualizado em 11/08/2026 • 08:51

Terremoto de 7.4 na Colômbia na última segunda-feira (10)

Terremoto de 7.4 na Colômbia na última segunda-feira (10)

REUTERS/Marco Trujillo

O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) não foi provocado pelo mesmo movimento tectônico dos tremores registrados na Venezuela em junho. Segundo o Serviço Geológico Colombiano, os fenômenos ocorreram em sistemas de placas diferentes. O abalo deixou 169 mortos e 570 feridos, de acordo com a Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales).

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O terremoto teve epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, e ocorreu devido ao movimento da placa de Nazca sob a placa Sul-Americana. Já os tremores registrados na Venezuela envolveram as placas Caribenha e Sul-Americana, que apresentam deslocamento lateral.

A Colômbia está localizada em uma área de encontro de três placas tectônicas: Sul-Americana, de Nazca e do Caribe. O Brasil, por sua vez, está integralmente sobre a Placa Sul-Americana, na porção mais estável do interior da placa. Por isso, os terremotos no território brasileiro costumam ser menos frequentes e intensos do que aqueles registrados nas áreas de contato entre placas.

As diferenças entre os movimentos das placas explicam por que os eventos não estão relacionados. A Colômbia registra, em média, cerca de 2,5 mil sismos por mês, embora a maioria não seja percebida pela população. Após o tremor inicial, o Serviço Geológico Colombiano registrou pelo menos 47 réplicas, sendo a mais forte de magnitude 4,8.

Presidente decreta estado de emergência

Diante dos impactos provocados pelo terremoto, o presidente Abelardo de la Espriella decretou estado de emergência nacional. A medida foi anunciada após o tremor deixar 132 mortos e 570 feridos em diferentes regiões do país.

De la Espriella tomou posse na última sexta-feira (7), três dias antes do terremoto. Em Bogotá, o presidente acompanhou a coordenação dos atendimentos às famílias afetadas pelo desastre.