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Mendonça determina transferência de Vorcaro para prisão federal em Brasília

Decisão do ministro André Mendonça atende a pedido da PF; investigadores citam alta capacidade de influência e riscos à integridade do banqueiro

Thayane Melo
THAYANE MELO

05/03/2026 • 21:30 • Atualizado em 05/03/2026 • 21:30

Bastidores de Brasília
Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro

Reprodução

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (5) a imediata transferência do empresário Daniel Bueno Vorcaro para a Penitenciária Federal em Brasília. A medida atende a uma representação da Polícia Federal, que aponta a necessidade de um regime de segurança mais rigoroso para o dono do banco Master.

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Segundo a decisão, a permanência de Vorcaro em um presídio estadual em São Paulo representava riscos à segurança pública e à eficácia das investigações. A Polícia Federal argumentou que o investigado possui "significativa capacidade de articulação e influência" sobre diversos atores nos setores público e privado.

Segurança e monitoramento rigoroso

A transferência foi fundamentada na Lei nº 11.671/2008, que permite a inclusão de presos em estabelecimentos federais quando a medida é justificada pelo interesse da segurança pública ou do próprio custodiado. Os investigadores ressaltaram que a unidade de Brasília permite um monitoramento mais próximo por parte dos órgãos responsáveis pela supervisão judicial do caso.

Além de mitigar riscos institucionais, a transferência visa garantir a integridade física de Vorcaro. O ministro Mendonça ordenou que a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e a direção da penitenciária adotem todas as medidas de segurança necessárias para o transporte do preso.

Articulação de redes de influência

O relatório da PF destaca que as peculiaridades do caso exigem cautela redobrada, citando o potencial de mobilização de redes de influência que poderiam interferir na regular condução do inquérito. A prisão em ambiente federal é considerada pela Justiça como uma medida "adequada, proporcional e alinhada" às finalidades da custódia cautelar.

A decisão já foi comunicada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à defesa do investigado. O processo corre sob sigilo no Supremo Tribunal Federal.

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