
Fernando Mitre
Reprodução/Band
O vai e vem dos advogados de Daniel Vorcaro, fazendo o trajeto entre Polícia Federal e a sala especial da PF, não deve ir além desta sexta-feira e pode terminar numa cela comum, onde as visitas serão escassas e as expectativas mais sombrias para o dono ou ex-dono do Master.
A julgar pelo ambiente na PF entre os que negociam esse projeto de delação, as possibilidades parecem cada vez menores. A recusa das propostas apresentadas até agora apenas confirma o que já é óbvio, faz algum tempo: sem nomes e informações consistentes que acrescentem, que superem o conteúdo dos celulares bem além do noticiário, o argumento da devolução dos R$ 60 bilhões é inteiramente insuficiente para sustentar a delação.
Ficará apenas ali como a escandalosa montanha de dinheiro sujo que choca o Brasil.
O tempo é curto, as possibilidades reduzidas, a paciência da PF se esgotando, mas não o suficiente para neutralizar os temores em Brasília e adjacências, mesmo porque as investigações avançam sobre o Master e seus tentáculos – e vão continuar avançando.
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