O general Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, braço militar da Força Terrestre do Irã e que responde diretamente ao líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, foi morto nos ataques israelenses da noite desta quinta-feira (12). A informação foi confirmada pela mídia estatal iraniana.
Salami integrava o corpo militar desde os conflitos entre Irã e Iraque, na década de 1980 e ocupava o atual posto desde abril de 2019. Além dele, outros os cientistas Mohammad Mehdi Tehranchi e Fereydoon Abbasi, do programa nuclear do país, também morreram.
Israel lançou bombardeios a Teerã em meados da noite desta quinta – começo da manhã de sexta na capital iraniana. Segundo a Reuters, os ataques tiveram como alvos cientistas que trabalham em bombas nucleares e nos programas de mísseis balísticos, além de instalações de um local de enriquecimento de urânio na cidade de Nantanz.O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, afirmou que os israelenses estão “em um momento decisivo na história de Israel”. O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que uma "situação especial" foi instaurada devido aos riscos de retaliação. Ele afirmou que as escolas do país seriam fechadas na sexta-feira.
A ofensiva também marca o resultado de meses de desacordo entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e Netanyahu sobre as medidas com o Irã. O israelense há muito propõe o uso da força militar para sabotar as ambições nucleares de Teerã. O Irã tem, segundo a Reuters, material suficiente para produzir ao menos 15 bombas nucleares em poucos dias.
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