Ao longo da história, a humanidade vivenciou diferentes tipos de terremotos em diversas partes do mundo. Foi o caso de Marrocos, em setembro de deste ano, que deixou mais de 5 mil mortos. Em fevereiro, um abalo que atingiu a Turquia e a Síria deixou pelo menos 50 mil vítimas fatais. Isso sem contar aquele terremoto seguido de tsunami no Japão, em 2011, que atingiu 9,1 na escala Richter.
O tremor mais forte já registrado teve magnitude de 9,5 graus e atingiu a cidade de Valdívia, na costa sul do Chile, por 10 minutos, em 1960.
Depois de relembrar esses tremores que devastaram civilizações por conta da força do fenômeno, fica a pergunta: como ocorrem os terremotos?
A crosta terrestre é construída como uma espécie de quebra-cabeça composto por muitas peças: algumas placas oceânicas gigantescas e várias pequenas placas continentais.
As diversas placas "flutuam" no interior líquido da Terra, se deslocam e migram alguns centímetros por ano. Isso vem acontecendo há bilhões de anos, o que torna o processo completamente normal. Em determinado momento, essas placas se afastam umas das outras, se friccionam e se repelem, fazendo com que o continente acima se mova. Esses movimentos são chamados de 'tectônica de placas', que faz com que elas fiquem presas umas às outras.
Por consequência, as tensões nas rochas aumentam e, quando ficam muito grandes, podem ser liberadas repentinamente. A partir disso, as ondas de pressão se espalham pela superfície da Terra e são sentidas como terremotos.
É por isso que regiões situadas acima das chamadas falhas geológicas, ou seja, onde duas placas tectônicas da crosta terrestre se encontram, são mais propensas a abalos. Os terremotos que podem causar danos visíveis em edifícios são os que passam de 5,0 na chamada escala Richter.
E por que o Chile já sofreu com grandes tremores, mas o Brasil não?
Porque terremotos mais fortes ocorrem nas bordas das placas tectônicas. O Chile está no limite entre a placa oceânica de Nazca e a placa da América do Sul. Já o Brasil está no meio da placa Sul-Americana, longe das suas bordas.
De acordo com o professor de geografia William Alves, o Brasil não está isento, mas os tremores não são comuns quanto no Chile, por exemplo.
Em junho deste ano, um terremoto de 4,0 foi sentido na cidade de Miracatu, no interior de São Paulo. Esse caso foi confirmado pelo Centro de Sismologia da USP, que esclareceu à Rádio Bandeirantes, na época, que tremores nessa escala não costumam causar danos.
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