Resumo
Desfile militar em Pyongyang celebra os 80 anos do Partido dos Trabalhadores com exibição do novo míssil balístico intercontinental, Hwasongpho-20, e outros armamentos avançados.
Presença de autoridades internacionais como o premiê chinês Li Qiang e o ex-presidente russo Dmitry Medvedev, destacando a importância diplomática do evento; Kim Jong-un enfatiza a força militar do país.
Contexto de tensões internacionais sobre a desnuclearização, com a Coreia do Norte resistindo às pressões para abandonar seu arsenal nuclear; discussões sobre cooperação militar e acordos bilaterais com a Rússia e o Vietnã durante o evento.
A Coreia do Norte realizou nesta sexta-feira (10) em Pyongyang um desfile militar para apresentar seu mais recente míssil balístico intercontinental, como parte das comemorações pelos 80 anos do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, informou a mídia estatal KCNA.
Entre os armamentos mostrados, destacou-se o Hwasongpho-20, descrito pela KCNA como o sistema de armas nucleares estratégicas mais poderoso do país. Especialistas apontam que versões anteriores da série Hwasong já teriam capacidade de atingir qualquer ponto do território dos Estados Unidos, e o novo modelo teria capacidade de múltiplas ogivas, ampliando o potencial de dissuasão do regime.
Além do Hwasongpho-20, foram exibidos mísseis hipersônicos de médio alcance, tanques de guerra, veículos planadores hipersônicos e armamentos ofensivos de última geração, evidenciando a tentativa da Coreia do Norte de se posicionar como uma potência militar não apenas nuclear, mas também convencional.
O desfile contou com a presença de autoridades internacionais, entre elas o premiê chinês Li Qiang, o ex-presidente russo Dmitry Medvedev, o chefe do Partido Comunista do Vietnã, To Lam, e representantes do Laos. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, supervisionou o evento e subiu à tribuna para reforçar o papel estratégico das forças armadas e a importância do socialismo no país.
“Nosso exército deve continuar a se tornar uma entidade invencível, capaz de destruir todas as ameaças que se aproximem do nosso alcance de autodefesa”, afirmou Kim, segundo a KCNA. Diferentemente de pronunciamentos anteriores, ele não mencionou diretamente os Estados Unidos ou a Coreia do Sul, referindo-se genericamente à luta contra a “hegemonia”.
O evento ocorre em um momento de pressão internacional sobre a desnuclearização norte-coreana, especialmente dos Estados Unidos, que exigem que o país abandone armas nucleares e interrompa testes de mísseis de longo alcance. Até o momento, Pyongyang não sinalizou intenção de ceder nessas demandas.
Durante o evento, Kim também conversou com Medvedev sobre a cooperação militar e diplomática entre Coreia do Norte e Rússia. Paralelamente, acordos bilaterais foram assinados com o Vietnã, envolvendo Defesa, Relações Exteriores e Saúde, segundo a KCNA, sem detalhar os termos.
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