
Brasileira Juliana Marins, que morreu em trilha na Indonésia
Reprodução/Redes Sociais
A Advocacia-Geral da União atendeu ao pedido da família de Juliana Marins e da Defensoria Pública da União (DPU) para a realização de uma autópsia no corpo da jovem em solo brasileiro. O procedimento será feito assim que o corpo chegar ao Brasil - a previsão é de que o traslado seja completado nesta terça (1º), após ser transportado desde Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A brasileira de 26 anos morreu após cair na trilha de um vulcão no Parque Nacional do Monte Rinjani, na Indonésia. Para a DPU, há dúvidas geradas pela certidão de óbito emitida pela Embaixada do Brasil em Jacarta, que não esclareceu o momento da morte da publicitária após o acidente na trilha. Além disso, o órgão questiona uma possível omissão de socorro por parte das autoridades da Indonésia para o resgate de Juliana.
A autópsia realizada na Indonésia concluiu que Juliana morreu 20 minutos depois de uma queda, mas não se sabe em qual momento.
O especialista forense chegou a dizer, em entrevista à BBC News Indonésia, que Juliana teria morrido entre 1h e 13h da última quarta-feira. Mas a equipe de resgate afirmou que ela foi encontrada já sem vida na noite da última terça.
“Representando os interesses da família da jovem, a demanda da DPU se sustenta nas dúvidas geradas pela certidão de óbito emitida pela Embaixada do Brasil em Jacarta, capital da Indonésia, que não esclareceu o momento da morte após queda em trilha do vulcão Rinjani. Conforme a DPU, a necrópsia deve ocorrer em no máximo seis horas após a aterrisagem em território nacional, a fim de garantir a preservação de evidências”, afirma a AGU em nota.
O órgão ressalta que os detalhes da nova autópsia serão definidos nesta terça-feira (1º). Entretanto, a PF já destacou que está disposta a auxiliar no traslado do corpor até o Instituto Médico Legal (IML), caso esta seja a medida definida pelas instituições federativas resposnáveis.
A AGU diz ainda que, caso sejaconstatado que de fato houve omissão de socorro por parte das autoridades indonésia, o caso pode desdobramentos civis e criminais.
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