
Wagner Moura
REUTERS/Mario Anzuoni
A temporada de premiações do cinema está oficialmente aberta, e o Brasil já entra em cena com protagonismo. O país conquistou duas vitórias importantes no Globo de Ouro: Melhor Ator de Drama, com Wagner Moura, e Melhor Filme de Língua Não Inglesa, com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. Um desempenho que ecoa a trajetória recente de Ainda Estou Aqui, de Walter Moreira Salles Jr., protagonizado por Fernanda Torres, que fez uma campanha vitoriosa até a grande noite do tapete vermelho de Hollywood.
Mas, antes da estatueta dourada, existe uma longa maratona de “provas classificatórias” que ajuda a construir a lista de favoritos, medir o fôlego dos concorrentes e definir quem cruza a linha de chegada com mais chances de vitória. E, em 2026, o Brasil promete correr novamente entre os protagonistas dessa disputa.
Esse protagonismo do cinema nacional é algo a que o público brasileiro começa a se acostumar — e a gostar! Pelo menos é o que indicam os dados do Google Trends. O Brasil foi o quarto país do mundo mais interessado no Globo de Ouro, e a vitória brasileira fez o interesse por Wagner Moura dispararem, batendo recorde histórico de buscas.
A corrida até o Oscar
A largada acontece justamente com o Globo de Ouro, primeiro grande holofote internacional da temporada. Na sequência vêm o Critics Choice Awards, considerado um dos melhores termômetros do Oscar. Votado por mais de 500 críticos e jornalistas especializados, o prêmio tem 73% de coincidência histórica com o vencedor do Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional, um índice altíssimo no setor.

Depois entram os prêmios dos sindicatos de Hollywood, como o SAG (atores), o DGA (diretores) e o PGA (produtores). Eles são considerados cruciais porque muitos de seus votantes também fazem parte da Academia. O DGA, por exemplo, coincide com o Oscar de Melhor Direção em mais de 90% das vezes.
O BAFTA, conhecido como o “Oscar britânico”, acirra ainda mais essa corrida. Embora tenha uma inclinação europeia, seu alinhamento com o Oscar é forte e influencia diretamente as previsões.
Quem se destaca ao longo dessa jornada chega à noite do tapete vermelho como favorito. No ano passado, Ainda Estou Aqui fez história ao trazer para o Brasil sua primeira estatueta. E, apesar de Wagner Moura e Fernanda Torres não terem sido indicados pelo SAG, especialistas e plataformas como o Gold Derby seguem apostando no Brasil nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Ator.
O Agente Secreto
O Agente Secreto conta a história de Marcelo, um especialista em tecnologia que foge de São Paulo para o Recife de 1977 em busca de paz, mas descobre que a cidade, sob a ditadura militar, não é um refúgio. Perseguido por um passado misterioso e observado por vizinhos, ele enfrenta um cenário de paranoia, corrupção e violência, enquanto o filme explora a memória e o esquecimento do Brasil da época.
A combinação de vitórias iniciais, repercussão internacional e engajamento do público cria um cenário otimista. O Brasil volta a sonhar alto e, mais uma vez, ocupa o centro da conversa sobre quem pode levar a estatueta mais cobiçada do cinema mundial.
Para os fãs do cinema, o Grupo Bandeirantes prepara uma cobertura especial do Oscar 2026. O programa "De Olho no Oscar na Band" acontece dia 15 de março de 2026, com transmissão ao vivo a partir das 19h pelo YouTube do Band Jornalismo, Bandplay e no portal Band.com.br. Além da exibição digital, o público poderá conferir os destaques e a análise completa da cerimônia na tela da Band TV a partir da meia-noite. Não perca!
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