Debate sobre fim da 6x1 é "populista e inócuo", diz coordenadora de Flávio
Daniella Marques defende liberdade para acerto direto entre empresas e empregados sobre jornadas, sem novas restrições estatais

A coordenadora da pauta econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, classificou como "populista" e "inócuo" o debate sobre o fim da escala 6 por 1 e defendeu maior liberdade para trabalhadores e empregadores definirem as jornadas de trabalho, durante o 25º Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro.
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Responsável pela formulação das diretrizes econômicas da proposta, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal afirmou que, na avaliação dela, o foco da discussão sobre jornada precisa considerar a realidade financeira das famílias e a capacidade das empresas de absorver custos adicionais.
"O debate do fim da escala é um debate populista e inócuo na realidade atual das famílias brasileiras", disse Daniella a jornalistas após participar de painel no evento empresarial.
Liberdade para negociar jornadas
Segundo a coordenadora, o trabalhador deveria ter mais liberdade para definir, diretamente com o empregador, as condições de contratação, sem novas interferências do Estado. Ela defendeu a ampliação das possibilidades de jornada no país.
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"Deveria ter todas as jornadas permitidas e cabe ao trabalhador e ao empregador decidirem de que forma eles querem construir os seus contratos", declarou, ao comentar propostas que buscam restringir a escala 6 por 1.
Na visão de Daniella, qualquer mudança na legislação precisa levar em conta o impacto sobre quem produz e gera empregos. "É uma ficção dizer que está se concedendo alguma coisa quando quem produz não vai ter condição e vai ter um custo enorme em relação a isso", afirmou.
Contexto da discussão sobre escala 6x1
A escala 6 por 1, em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e descansa um, é prevista na legislação trabalhista brasileira e é comum em setores como comércio e serviços. O modelo prevê um dia de repouso semanal, que pode ou não coincidir com o domingo, conforme acordo entre as partes.
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Nos últimos anos, centrais sindicais e representantes de trabalhadores têm defendido mudanças nas regras de jornada para ampliar o descanso semanal e reduzir escalas prolongadas. Entidades empresariais, por outro lado, costumam argumentar que alterações mais rígidas podem elevar custos e afetar a competitividade.
