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Denúncia da PGR é passo para buscar a ‘responsabilização correta’, diz Ministério da Defesa

Em nota, o ministério declarou que a denúncia é importante ‘para distinguir as condutas individuais e a das Forças Armadas’

da redação
DA REDAÇÃO

19/02/2025 • 11:42 • Atualizado em 19/02/2025 • 11:42

José Múcio, ministro da Defesa

José Múcio, ministro da Defesa

REUTERS/Adriano Machado

O Ministério da Defesa declarou, nesta quarta-feira (19), por meio de nota, que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas é importante “para distinguir condutas individuais e das Forças Armadas” e é um passo para buscar a “responsabilização correta”.

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“O Ministério da Defesa informa que a denúncia da Procuradoria-Geral da República é importante para distinguir as condutas individuais e a das Forças Armadas”, informou a pasta em nota.

“A avaliação do ministro José Mucio Monteiro é de que a apresentação da denúncia é mais um passo para se buscar a responsabilização correta, livrando as instituições militares de suspeições equivocadas”, acrescentou o Ministério da Defesa.

Nesta terça-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou a denúncia ao Supremo Tribunal Federal. Entre os denunciados estão: Jair Bolsonaro, Braga Netto, Anderson Torres e Mauro Cid, além de outros militares.

Defesa de Bolsonaro

Em nota, os advogados de Jair Bolsonaro informaram que a denúncia foi recebida com indignação, negaram toda a acusação e concluíram que confiam na Justiça.

“O Presidente jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam. A despeito dos quase dois anos de investigações, nenhum elemento que conectasse minimamente o Presidente à narrativa construída na denúncia, foi encontrado”, alegou a defesa.

Denúncia da PGR

A denúncia, com 270 páginas, diz que Bolsonaro e o candidato a vice-presidente dele, Walter Braga Netto, eram os líderes de uma organização criminosa responsável por “atos lesivos” à democracia. Segundo a PGR, o atentado era contra os 3 poderes e "com forte influência de setores militares".

Portanto, a PGR considera que há indícios suficientes para concluir que houve crime. Neste caso a maioria dos denunciados, inclusive Bolsonaro, é acusada por 3: golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Quando o plano começou a ser revelado, foi divulgado que a intenção era matar o presidente Lula (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB). Segundo a PGR, Bolsonaro sabia dessa intenção:

"O plano foi arquitetado e levado ao conhecimento do Presidente da República, que a ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa (Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira) se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições", escreveu o procurador-geral.

O inquérito que deu origem à denúncia, feito pela Polícia Federal, concluiu que esse plano golpista não foi colocado em prática porque o Exército não aderiu.

Agora, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidirá se acata a denúncia, o que tornaria o ex-presidente réu e iniciaria uma ação penal contra ele. O relator é Alexandre de Moraes. Entenda os próximos passos após a denúncia da PGR.

Veja a lista de denunciados pela PGR:

  • Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República
  • Walter Souza Braga Netto, ex-candidato a vice-presidente
  • Alexandre Rodrigues Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin e deputado federal
  • Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marina
  • Anderson Gustavo Torres, ex-ministro da Justiça
  • Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
  • Mauro César Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros
  • Angelo Martins Denicoli
  • Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira
  • Bernardo Romão Correa Netto
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha
  • Cleverson Ney Magalhães
  • Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira
  • Fabrício Moreira de Basto
  • Filipe Garcia Martins Pereira
  • Fernando de Sousa Oliveira
  • Giancarlo Gomes Rodrigues
  • Guilherme Marques de Almeida
  • Hélio Ferreira Lima
  • Marcelo Araújo Ormevet
  • Marcelo Costa Câmara
  • Márcio Nunes de Resende Júnior
  • Mario Fernandes
  • Marília Ferreira de Alencar
  • Nilton Diniz Rodrigues
  • Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho
  • Rafael Martins de Oliveira
  • Reginaldo Vieira de Abreu
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo
  • Ronald Ferreira de Araujo Junior
  • Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros
  • Silvinei Vasques
  • Wladimir Matos Soares

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