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Diretor da Enel não estipula prazo para retorno total da energia em SP

O diretor explicou que a queda de árvores de grande porte sobre a fiação causou danos estruturais severos, derrubando postes e transformadores

Da redação
DA REDAÇÃO

11/12/2025 • 08:45 • Atualizado em 11/12/2025 • 08:45

Resumo

Vendaval com ventos de até 98 km/h atingiu São Paulo, causando queda de árvores e destruição de postes e transformadores, deixando mais de 1,5 milhão de imóveis sem energia elétrica e sem previsão exata de restabelecimento total, segundo o diretor regional da Enel, Marcelo Puertas.

Complexidade dos danos estruturais e necessidade de reconstrução da rede dificultam estimativas de retorno da luz, com operações logísticas impactadas por trânsito e obstáculos nas vias; regiões como Ipiranga, Jabaquara, Vila Prudente, Vila Andrade, Campo Limpo e Bairro do Limão estão entre as mais afetadas.

Contingente de 1.600 equipes, somando cerca de 3 mil profissionais, foi mobilizado pela Enel, que informou investimentos em automação e uso de moto-eletricistas para diagnósticos, porém admitiu limitações tecnológicas diante da extensão dos reparos físicos necessários.

Mais de 24 horas após o vendaval que atingiu São Paulo, a Enel ainda não possui uma previsão exata para o restabelecimento de 100% da energia elétrica na região. Em entrevista à BandNews TV na manhã desta quinta-feira (11), o diretor regional da concessionária, Marcelo Puertas, evitou dar prazos aos consumidores que ainda enfrentam o apagão.

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Cerca de 1,5 milhão de imóveis amanheceram sem luz. Questionado insistentemente sobre quando a energia seria restabelecida, Puertas afirmou que a complexidade dos danos impede uma resposta objetiva.

"Uma reconstrução de rede é difícil eu te precisar qual é o tempo que eu vou precisar para restabelecer. (...) Não estamos falando aqui de reparar um fio, de emendar um fio. A gente está falando de reconstruir uma rede", declarou o diretor.

"Evento atípico" e destruição da infraestrutura

Para justificar a demora, a Enel argumenta que o evento climático foi fora da curva. Segundo Puertas, os ventos chegaram a 98 km/h e perduraram durante todo o dia, diferentemente das tempestades de verão comuns, que são rápidas.

O diretor explicou que a queda de árvores de grande porte sobre a fiação causou danos estruturais severos, derrubando postes e transformadores.

"Um poste pesa 1.500 quilos (1,5 tonelada), eu preciso de um guincho para instalar... é uma operação complexa", disse ele, citando a dificuldade logística de deslocar maquinário pesado pela cidade travada pelo trânsito e pelas próprias árvores caídas.

Regiões mais afetadas

De acordo com o balanço da Enel, as áreas mais críticas no momento incluem:

  • Ipiranga
  • Jabaquara
  • Vila Prudente
  • Vila Andrade
  • Campo Limpo
  • Bairro do Limão

Investimentos e Equipes em Campo

Tentando rebater as críticas sobre a recorrência dos apagões em São Paulo, o diretor da Enel afirmou que a empresa aumentou seu contingente desde a última crise. Segundo Puertas, há 1.600 equipes nas ruas, totalizando cerca de 3 mil profissionais.

A empresa afirma ter investido em automação e "moto-eletricistas" para agilizar diagnósticos, mas admitiu que, diante da necessidade de reconstrução física da rede (troca de postes e cabos), a tecnologia de manobra remota tem limites.

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