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Eduardo Bolsonaro fala sobre cassação de mandato e retorno à PF

Ele criticou o fato de a decisão não ter passado pelo plenário da Casa, como sustenta que deveria ter ocorrido

Da redação
DA REDAÇÃO

02/01/2026 • 18:47 • Atualizado em 02/01/2026 • 18:47

Eduardo Bolsonaro fala sobre cassação de mandato e retorno à PF

Eduardo Bolsonaro fala sobre cassação de mandato e retorno à PF

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Eduardo Bolsonaro comentou a perda de seu mandato e a determinação oficial para que retorne às suas funções na Polícia Federal. O parlamentar classificou as recentes decisões como parte de uma "perseguição judicial".

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Segundo Eduardo, a cassação de seu mandato foi oficializada em 18 de dezembro pela Mesa Diretora da Câmara, sob a presidência de Hugo Motta. Ele criticou o fato de a decisão não ter passado pelo plenário da Casa, como sustenta que deveria ter ocorrido. A perda do cargo foi publicada no Diário Oficial da União logo no dia seguinte à decisão.

Retorno à Polícia Federal

Agente da Polícia Federal concursado desde 2010, Eduardo Bolsonaro afirmou ter recebido a ordem para retomar suas atividades na corporação neste dia 2 de janeiro. Em tom crítico, ele questionou a celeridade do serviço público em seu caso: "Gostaríamos de ver o serviço público prestando esse tipo de atenção e preciosismo no combate a verdadeiros traficantes, assassinos ou criminosos do colarinho branco".

O parlamentar foi enfático ao afirmar que vive um cenário de "normalidade democrática inexistente" no Brasil. Eduardo dirigiu críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao governo Lula, acusando-os de abuso de poder e perseguição política.

Ele comparou sua situação e a de seu pai, Jair Bolsonaro — que, segundo ele, retornou à carceragem da PF poucos dias após passar por cirurgias —, com a do ex-presidente Fernando Collor, que cumpre prisão domiciliar devido a um quadro de apneia do sono.

Resistência e Direitos Profissionais

Eduardo Bolsonaro declarou que não pretende abrir mão de seu cargo na Polícia Federal "de mãos beijadas" e que lutará para preservar seus direitos, incluindo sua aposentadoria (para a qual contribui via PF), seu porte de arma e sua pistola institucional.

"Vou lutar por ele [o cargo] porque sei que sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado nesse concurso", finalizou.

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