
Capitólio, nos Estados Unidos
REUTERS/Fabrizio Bensch
A possível paralisação no governo dos Estados Unidos, chamada de shutdown, será pauta frequente no noticiário. O movimento pode acontecer caso legisladores não concordem com financiamentos ao governo após a próxima terça-feira (30).
Se os legisladores não aprovarem o pacote de gastos para o ano inteiro — ou pelo menos prorrogarem o financiamento por um período mais curto — muitas agências e atividades deverão ser pausadas até que o Congresso aprove mais dinheiro.
Até hoje foram 14 paralisações do governo dos EUA desde 1981, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso. A mais recente também foi a mais longa, com 35 dias de "shutdown" entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, durante o primeiro mandato de Trump.
O que é?
“Shutdown" é o termo utilizado por especialistas para definir um quadro no qual o governo precisa suspender alguns serviços de departamentos e agências federais devido a um impasse no orçamento.
Qual é o impacto do shutdown nos mercados?
O adiamento da divulgação de indicadores importantes tanto para autoridades monetárias e econômicas dos EUA quanto para investidores pode trazer um período de grande incerteza, levando agentes de mercado a ficarem avessos ao risco, buscando proteção em títulos públicos de renda fixa ou no dólar.
Com isso, os índices acionários da bolsa de Nova York podem sofrer algum tipo de impacto negativo, enquanto as taxas dos títulos do governo americano tendem a avançar, junto do próprio dólar.
O "shutdown" de 2018-19 custou à economia cerca de US$ 3 bilhões, o equivalente a 0,02% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, de acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso.
Quais os impactos nas pessoas?
Milhares de funcionários federais americanos são afetados pelas paralisações. Alguns são dispensados, enquanto outros são considerados essenciais e têm que continuar trabalhando — mas, em muitos casos, sem remuneração até que o impasse seja resolvido.
Qual o impasse?
Os republicanos, aliados de partido de Donald Trump, apoiam um projeto de lei que prorrogaria o orçamento até novembro, o que daria ao Congresso mais tempo para elaborar uma legislação detalhada sobre gastos que cobriria o restante do ano fiscal. A proposta prevê também um aumento dos gastos com segurança para membros do Congresso e de outros órgãos em meio aos temores de uma onda de violência política.
Já os democratas pressionam pela ampliação dos subsídios de saúde para pessoas que contratam seguros sob a Lei de Cuidados Acessíveis. O partido de oposição é minoria tanto na Câmara quanto no Senado, mas para a aprovação do orçamento, os Republicanos precisam dos votos da oposição para aprovar qualquer projeto de lei orçamentária no Senado, onde são necessários ao menos 60 votos (entre os 100 senadores) para que a maior parte das leis avance.
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