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Política

Entenda os motivos do governo e oposição para a criação da CPMI do 8 de janeiro

Alas governista e bolsonarista disputam cargos-chave na CPMI que investigará os ataques de 8 de janeiro na tentativa

3 min

27/04/2023 11:40 • Atualizado há 924 dias

Entenda os motivos do governo e oposição para a criação da CPMI do 8 de janeiro

Governistas e oposição começam a se articular em meio às indicações para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará os atos de 8 de janeiro, ação que culminou na invasão e depredação de prédios da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

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O requerimento para a instalação das investigações foi lido na última quarta-feira pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Congresso Nacional. O próximo passo são as indicações dos 32 membros feitas pelos líderes partidários e dos blocos, 16 do Senado e 16 da Câmara.

Na última quarta-feira (26), uma manobra do senador Randolfe Rodrigues (Rede) impactou os bastidores da CPMI logo após a leitura do requerimento. Ele trocou de bloco para fazer o PL, partido de oposição, perder uma indicação, o que pode dar mais força ao Planalto na comissão.

Na contramão disso, o senador Rogério Marinho (PL), líder da oposição no Senado, disse que a legenda bolsonarista não indicará os membros para a CPMI enquanto a manobra de Randolfe não for revertida. Com isso, a instalação da comissão tende a atrasar, apesar do interesse inicial dos opositores ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Assim que houve o pedido para a abertura da CPMI, o governo se mostrou contra ao alegar que as instituições fazem as devidas apurações para punir os responsáveis. Por outro lado, a oposição, quem requereu a comissão, acusa o Planalto de omissão na contenção dos manifestantes.

Vídeo de G. Dias no Planalto

A instalação da CPMI ganhou força após divulgação de vídeos em que o general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) aparece no Planalto em meio a manifestantes, juntamente com militares do órgão. Em defesa, os servidores filmados disseram que, na ocasião, conduziam os vândalos para o andar inferior para que fossem presos.

Devido à má repercussão das imagens, o governo passou a apoiar a CPMI. Apoiadores do Planalto querem usar as ferramentas da investigação, como as quebras de sigilos bancários e telefônicos, para identificar possíveis financiadores e articuladores intelectuais dos ataques.

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Interesse do governo

Nos debates de ontem, no Congresso, governistas disseram que a CPMI mostrará que as instituições da República funcionaram contra a tentativa de golpe em 8 de janeiro. Na ocasião, criminosos invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF).

“Queremos saber onde se encontram os financiadores dos acampamentos das unidades do Exército em todo o País e, a partir daí, vamos conhecer os algozes da democracia brasileira”, disse o deputado Joseildo Ramos (PT).

Oposição alega narrativa

Para a oposição, o governo criou uma “narrativa de golpe de Estado”. O senador Magno Malta (PL) chegou a mencionar as imagens que mostram servidores do GSI no Planalto durante os ataques.

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Aqueles que estão na filmagem recebendo água do general, nenhum está preso. Eu visito a Papuda, eu visito a Colmeia, nunca vi nenhum deles lá. Estão livres e soltos

Por outro lado, não há imagens de um general (que seria o Gonçalves Dias) servindo água aos manifestantes.

Situação quer vetar André Fernandes

Na sessão conjunta de ontem, outra polêmica ganhou destaque. Governistas querem impedir a indicação do deputado André Fernandes (PL), tido como midiático. Palacianos argumentam que o político cearense divulgou mensagens favoráveis aos ataques e é alvo de investigação do STF.

Para rebater as acusações do deputado Lindbergh Farias (PT), Fernandes chamou o discurso do petista de falacioso. Os deputados Nikolas Ferreira (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL) defenderem o cearense.

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Eu falo para o deputado Lindbergh que ele tenha muito cuidado com esse disse-me-disse, sobe à tribuna e fala algo sem saber as fontes e sem saber se procede