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Esponjas Moleculares? Cientistas criam tecnologia para combater overdoses

Pesquisadores da UFG usaram lipossomas para extrair substâncias tóxicas da corrente sanguínea

Da redação
DA REDAÇÃO

31/07/2026 • 06:00 • Atualizado em 31/07/2026 • 06:00

Cientistas da Universidade Federal de Goiás (UFG) desenvolveram uma tecnologia pioneira que promete revolucionar o tratamento de intoxicações agudas e prevenir mortes por overdose. A inovação, que já passou por testes bem-sucedidos em animais, utiliza o conceito de "esponjas moleculares" para neutralizar substâncias tóxicas no organismo antes que causem danos irreversíveis.

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Diferente da maioria dos medicamentos tradicionais, que transportam substâncias para dentro do corpo, essa nova abordagem faz o caminho inverso. A técnica utiliza lipossomas --pequenas moléculas de gordura-- que atuam como esponjas na corrente sanguínea. Em vez de entregar um fármaco, essas moléculas são projetadas para extrair e absorver as drogas que estão em altas concentrações no sangue do paciente.

Nos testes laboratoriais realizados com animais, a eficácia foi surpreendente: a tecnologia conseguiu controlar sintomas graves de overdose, como a pressão alta e a aceleração dos batimentos cardíacos, em cerca de dois minutos.

Próximos passos e chegada ao mercado

O projeto entra agora em uma fase crucial. Os pesquisadores estabeleceram uma parceria com um laboratório privado para organizar a documentação necessária e submetê-la à Anvisa. O objetivo é obter autorização para iniciar os testes em humanos, onde serão avaliadas a segurança e a eficácia real do medicamento em pacientes reais.

Se aprovada, a tecnologia poderá preencher uma lacuna crítica na medicina de emergência, oferecendo um tratamento para intoxicações agudas que, atualmente, ainda não existe no mercado. A expectativa da equipe é que o acesso à população seja facilitado assim que todas as fases de validação forem concluídas.