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Estudante trans da Unesp teria sido morta por namorado que se recusava a assumir relação

Carmen de Oliveira Alves, de 25 anos, está desaparecida desde o dia 12 de junho; duas pessoas foram presas

da Redação com informações do Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DO ESTADÃO CONTEÚDO

12/07/2025 • 06:29 • Atualizado em 12/07/2025 • 06:29

Carmen de Oliveira Alves

Carmen de Oliveira Alves

Reprodução/Instagram/carmenondeesta

A Polícia Civil cumpriu, na última quinta-feira (10), dois mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento no desaparecimento da estudante trans da Unesp Carmen de Oliveira Alves, de 25 anos. A jovem foi vista pela última vez no dia 12 de junho, Dia dos Namorados.

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De acordo com as investigações, o namorado da vítima, Marcos Yuri Amorim, teria cometido o crime para não assumir o relacionamento com ela. Ele contou com a ajuda do policial militar ambiental da reserva Roberto Carlos de Oliveira.

Inicialmente, o caso era tratado como desaparecimento de pessoa, mas agora está sendo investigado como feminicídio.

Segundo o delegado responsável, Miguel Rocha, Carmen havia feito um dossiê contra Marcos sobre alguns delitos cometidos por ele na região e o pressionava a assumir o relacionamento, ameaçando usar o documento contra ele.

Ainda de acordo com a polícia, Marcos e Roberto também tinham um envolvimento amoroso, motivo pelo qual o oficial teria ajudado o companheiro no crime.

Agora, os agentes tentam encontrar o corpo de Carmen.

A família da universitária lamentou o caso, mas disse que só viverá o luto de fato quando o corpo da jovem for encontrado.

A Unesp também se manifestou sobre o ocorrido em nota:

Manifestamos nossa solidariedade à família, aos amigos e a todas as pessoas próximas da jovem estudante desaparecida Carmen de Oliveira Alves, de 25 anos, aluna do curso de Zootecnia da Unesp, câmpus de Ilha Solteira, uma mulher trans cuja ausência nos causa imensa dor. Também estendemos nosso apoio à comunidade da unidade da Unesp em que estuda, profundamente abalada por este momento de angústia e incerteza guiado pela investigação de feminicídio em curso, principal hipótese apurada pela polícia.Desde os primeiros momentos, por meio da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Proade), a Reitoria e a direção da unidade têm colaborado ativamente com as autoridades policiais nas investigações. A prisão temporária de dois suspeitos e a hipótese de feminicídio reforçam a gravidade da situação e mantêm toda a comunidade universitária na expectativa de que os fatos sejam plenamente esclarecidos.Reiteramos nosso repúdio a toda forma de violência e nosso respeito à diversidade. A Universidade reafirma seu compromisso com a defesa da vida e da dignidade humana.Seguimos acompanhando o caso com muita apreensão.

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