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EUA e Irã trocam ataques após bombardeio em Ormuz e violação do cessar-fogo

Forças americanas destruíram depósitos de mísseis e radares iranianos em resposta ao disparo de um drone contra embarcação de Singapura

Da redação
DA REDAÇÃO

26/06/2026 • 18:07 • Atualizado em 26/06/2026 • 21:09

As forças do Comando Central dos Estados Unidos realizam ataques contra alvos militares no Irã nesta sexta-feira (26). A ação militar funciona como uma resposta ao bombardeio contra um navio comercial ocorrido no dia anterior. O cargueiro transitava pela região do Estreito de Ormuz quando acabou atingido por forças iranianas. O exército iraniano diz ter retaliado em seguida atacando posições americanas no Oriente Médio

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Aeronaves das forças americanas bombardearam depósitos de mísseis e bases de armazenamento de drones iranianos. Estações de radar localizadas na costa do país asiático também entraram na lista de alvos destruídos pela operação aérea. A ofensiva começou poucas horas após a confirmação do ataque contra a navegação civil na região do Golfo Pérsico.

Segundo a Reuters, o governo iraniano disse que um projétil atingiu a cidade de Sirik, no sul do país.

O Irã utilizou um drone de ataque unidirecional para atingir o navio cargueiro M/V Ever Lovely na quinta-feira (25). A embarcação tem bandeira de Singapura e fazia a rota de saída do Estreito de Ormuz. O impacto do veículo aéreo não tripulado ocorreu quando o navio navegava ao longo da costa de Omã.

Violação de acordo internacional

O ataque promovido pelas forças iranianas contra a navegação comercial na Ásia viola o cessar-fogo vigente na região. Autoridades americanas afirmam que o comportamento perigoso do Irã prejudica diretamente a liberdade de navegação. A agressão ocorre em um momento no qual o comércio internacional flui em grande volume por esse corredor marítimo vital.

As hostilidades ocorrem no mesmo dia em que Estados Unidos, Israel e Líbano assinaram nesta sexta-feira (26), uma versão preliminar do acordo de paz para cessar as hostilidades na região. O acordo foi anunciado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após negociações em Washington.