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EUA atacam Ormuz e Israel mata líder iraniano em meio ao caos no Líbano

Irã continua mostrando capacidade de resposta. Nesta madrugada, duas pessoas morreram em Tel Aviv em ataques de Teerã. Enquanto isso, do Líbano, o Hezbollah respondeu à morte de Larijani lançando mísseis sobre Israel

Por Redação
REDAÇÃO

18/03/2026 • 11:02 • Atualizado em 18/03/2026 • 11:02

Sonia Blota
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No 19º dia da guerra no Oriente Médio, bombardeios intensos continuam por toda a região. Nesta madrugada, os Estados Unidos atacaram fortemente bases militares ao redor do estreito de Ormuz para reduzir estoques de mísseis iranianos antinavio e na tentativa de abrir, pelo menos parcialmente, a passagem. 20% do petróleo mundial trafegam pela passagem.

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Israel continua matando membros do regime iraniano e, ontem, Teerã confirmou a morte de Ali Larijani, o homem mais forte do regime após a morte de Ali Khamenei. Mesmo com a escolha de Mojtaba para substituir o pai, era Larijani quem coordenava, na transição, o regime dos aiatolás.

O Irã continua mostrando capacidade de resposta. Nesta madrugada, duas pessoas morreram em Tel Aviv em ataques de Teerã. Enquanto isso, do Líbano, a milícia xiita Hezbollah, apoiada pelo Irã, respondeu à morte de Larijani lançando mísseis sobre Israel.

Desde 2 de março, quando a milícia lançou o primeiro ataque ao Estado judeu, Israel vem respondendo de forma violenta e incessante. Um ataque que não poupa civis. Já são mais de 900 mortos, entre eles centenas de crianças, um milhão de deslocados — em torno de 17% da população do Líbano.

Esta manhã, Israel atacou o centro de Beirute. Pelo menos dez pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Cenas impressionantes, com um prédio inteiro indo abaixo. Segundo relatos, o prédio já estava esvaziado por ter sido alvo de ataques anteriores.

A imprensa mundial noticia que o maior porta-aviões do mundo, o americano Gerald Ford, está se retirando do Mar Vermelho em direção a Creta, na Grécia, para reparos após incêndio a bordo que demorou mais de 30 horas para ser contido. Os Estados Unidos negam que o navio tenha sofrido ataque inimigo e investigam as causas do incêndio, que desalojou mais de 600 marinheiros.

O outro porta-aviões americano na região, o Abraham Lincoln — que estava a 350 km do litoral iraniano — se afastou para uma posição mais segura, a 1.100 km da costa. O Irã havia anunciado um ataque, mas, segundo a Casa Branca, todos os drones foram abatidos.

O presidente Donald Trump está irritado com aliados como França, Alemanha e Reino Unido, que afirmam que não vão entrar nessa guerra nem para liberar o estreito de Ormuz, já que a guerra é entre EUA, Israel e Irã, e que nenhum aliado foi consultado antes do primeiro ataque. E, dentro dos Estados Unidos, cresce a resistência à guerra. Uma das bandeiras da campanha de Trump era a de retirar os americanos de conflitos que não são do país.

Ontem, o diretor do Centro Nacional de Combate ao Antiterrorismo dos Estados Unidos, o veterano de guerra e oficial da CIA Joseph Kent, pediu demissão do cargo. Kent teve a coragem de afirmar que não pode apoiar a atual guerra contra o Irã, que, segundo ele, não impõe nenhum perigo imediato aos Estados Unidos.

Além disso, disse que essa guerra foi iniciada por Israel e o poderoso lobby judeu nos Estados Unidos. Kent acusou Israel e membros influentes da mídia americana de uma campanha de desinformação no país para despertar um sentimento de apoio ao conflito. E foi além: a mesma tática de mentira foi empregada por Israel para levar os Estados Unidos à desastrosa invasão no Iraque, em 2003, o que custou milhares de vidas à nação. Quem não se lembra das alegadas armas de destruição em massa iraquianas que nunca foram encontradas?

De fato, a maioria das últimas intervenções dos Estados Unidos não tem resolvido problema nenhum. Ao contrário, só têm aumentado os problemas por onde interfere, com reflexos mundiais. Foi assim na Líbia, no Afeganistão, no Iraque e há uma boa possibilidade de o Irã ir pelo mesmo caminho.

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