
REUTERS/Leah Millis/File Photo
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou neste domingo (1º) as primeiras mortes de militares americanos no conflito contra o Irã. Segundo atualização divulgada às 9h30 (horário da Costa Leste dos EUA), três integrantes das Forças Armadas dos Estados Unidos morreram em combate durante a Operação Fúria Épica, que aconteceu com Israel contra o país iraniano.
De acordo com o comunicado, outros cinco militares ficaram gravemente feridos. Além deles, vários integrantes sofreram ferimentos leves por estilhaços e concussões e estão em processo de avaliação e tratamento médico. As baixas foram confirmadas também pelo presidente Donald Trump em discurso publicado em suas redes.
O comando militar não detalhou os locais exatos dos confrontos que resultaram nas baixas nem divulgou a identidade dos militares mortos.
Já Israel registrou 10 mortos até o momento, após ataques com mísseis iranianos.
Confronto naval no Golfo de Omã
Na mesma atualização, o CENTCOM informou que uma corveta iraniana da classe Jamaran foi atingida por forças americanas no início da operação. Segundo o comunicado, o navio está afundando no Golfo de Omã, em um píer de Chah Bahar, área estratégica para a navegação e para a infraestrutura marítima iraniana.
O comando reiterou ainda a mensagem atribuída ao presidente dos EUA, afirmando que membros das Forças Armadas do Irã, da Guarda Revolucionária (IRGC) e da polícia “devem depor suas armas”.
Até o momento, autoridades iranianas não confirmaram oficialmente a perda da embarcação nem comentaram as baixas americanas.
Novo patamar da crise
A confirmação de mortos e feridos entre militares americanos marca uma escalada significativa no confronto, que já envolvia ataques a instalações estratégicas iranianas e retaliações de Teerã contra alvos americanos e israelenses.
A ampliação do conflito para o ambiente marítimo eleva o alerta internacional, especialmente pela importância do Golfo de Omã e das rotas próximas ao Estreito de Ormuz para o comércio global de energia.
Governos da região acompanham com preocupação os desdobramentos, diante do risco de novos confrontos diretos e de uma expansão ainda maior da crise no Oriente Médio.

