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EUA revogam 175 mil vistos por casos de crime grave a turismo de nascimento

Comunicado do Departamento de Estado afirma 'visto americano é um privilégio, não um direito'

Da redação
DA REDAÇÃO

10/08/2026 • 15:15 • Atualizado em 10/08/2026 • 15:20

Visto norte-americano

Visto norte-americano

Reprodução

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (10), a revogação de mais de 175 mil vistos de estrangeiros desde o início do mandato do presidente Donald Trump, em janeiro de 2025. Seegundo o governo norte-americano, a medida atinge indivíduos que violaram os termos de permanência no país, cometeram crimes graves no país ou faziam "turismo de nascimento".

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De acordo com o Gabinete do Porta-Voz, a maioria das revogações ocorreu devido a abordagens policiais relacionadas a uma vasta gama de atividades criminosas. Entre as causas principais destacam-se agressão, direção sob efeito de álcool ou drogas, furtos e crimes relacionados a entorpecentes.

O relatório detalha casos específicos de extrema gravidade, como o de um cidadão estrangeiro acusado de estupro e agressão sexual contra uma vítima com deficiência mental, além de outros envolvidos em sequestro qualificado, tráfico de pessoas e exploração sexual de menores. Também foram citadas prisões por posse de material de abuso sexual infantil e violência doméstica.

Combate ao "turismo de nascimento"

Um dos pontos centrais da ofensiva do Departamento de Estado é a coibição de esquemas ilegais de imigração. Em uma embaixada no Norte da África, mais de 100 vistos foram revogados de pais que planejavam viajar aos EUA com o objetivo principal de dar à luz em solo americano para garantir a cidadania aos filhos.

Na semana passada, Trump assinou duas ordens executivas voltada àqueles que, segundo ele, entram no país sob o pretexto de turismo, quando na verdade pretendem parir uma criança em solo americano. "Eles pegaram a cidadania por nascimento e a transformaram em uma piada", disse o presidente na ocasião.

Além disso, o governo identificou fraudes financeiras de grande escala. Um dos casos envolve um estrangeiro que orquestrou um esquema de fraude ao Medicaid, faturando mais de US$ 5 milhões em serviços falsos, enquanto outro utilizou documentos forjados e mentiras sobre investimentos para obter seu visto de forma fraudulenta.

Medidas de segurança nacional

O Secretário de Estado, Marco Rubio, determinou que diversos estrangeiros fossem considerados deportáveis por motivos de política externa. Entre eles estão:

  • Um cidadão cubano ligado a operações de influência do regime comunista;
  • Cidadãos iranianos com conexões ao regime de Teerã;
  • Um cidadão kuwaitiano que incitava violência contra o presidente dos EUA e classificava os americanos como "inimigos";
  • Um pedófilo laosiano que havia sido perdoado pelo governador de Minnesota, Tim Walz.

As autoridades reforçaram que as revogações são o resultado de operações contínuas de verificação para garantir que os portadores de visto cumpram as normas legais e não representem perigo à população.

Sob a liderança de Trump e Rubio, o Departamento de Estado afirmou que continuará a utilizar todos os recursos para investigar e remover aqueles que ameaçam a segurança nacional, reiterando que "um visto americano é um privilégio, não um direito".