Uma onda de calor extremo toma conta de vários países da Europa. Reino Unido, Espanha, Bélgica, Alemanha, Itália e França atravessam um período complicado. Na França, as temperaturas bateram recordes desde 1947, ano em que começaram as medições oficiais. Está tão insuportável que as pessoas fazem de tudo para se refrescar. Desde pular no Canal Saint-Martin, em Paris, até entrar em rios e praias francesas. E, com isso, um triste saldo: 43 mortos por afogamento.
Escolas foram fechadas, e o transporte público opera com serviço reduzido para evitar a circulação de moradores e turistas. Monumentos como a Torre Eiffel e o Museu do Louvre estão fechando mais cedo.
Centrais nucleares estão sendo desligadas, já que a temperatura da água utilizada no resfriamento está mais alta do que o normal.
A Bretanha, bela região litorânea no oeste da França, amanheceu sem energia elétrica. A agricultura, que previa uma boa safra, já começa a contabilizar prejuízos. E existe o risco de outras regiões passarem pelo mesmo problema.
Em Paris, as ligações para o Samu, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros aumentaram 50% em relação ao mesmo período do ano passado. A venda de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado disparou.
A França e os países vizinhos vivem o auge do fenômeno chamado canícula, um período de calor intenso e persistente, com temperaturas muito acima da média normal para uma região durante vários dias consecutivos. Ela pode causar riscos à saúde, aumentar o consumo de energia e agravar secas e incêndios florestais.
O problema aqui, gente, é que as moradias estão adaptadas para o frio, mas não para o calor extremo. A população, especialmente idosos e crianças, sofre com a desidratação dentro de casas e apartamentos.
O grande debate na Europa neste momento é como adaptar as cidades a essa nova realidade, com temperaturas que, em algumas regiões, já estão chegando aos 45 graus Celsius.
As autoridades falam em rearborização urbana, climatização de prédios públicos e na ampliação do uso de ar-condicionado nas residências — algo que ainda não é comum por aqui.
Claro que isso gera um grande debate ambiental no continente, já que o consumo de energia tende a aumentar muito.
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