
Flávio aciona TCU para investigar elo do filho de Lula em fraudes do INSS
Adriano Machado/Reuters
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando a abertura imediata de uma auditoria no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no Ministério da Previdência.
O documento pede a apuração de suposto tráfico de influência e favorecimento indevido envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha", filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A representação baseia-se em reportagens e investigações preliminares que ligam Lulinha ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de "Careca do INSS". Segundo o senador, há indícios de que o filho do presidente teria recebido pagamentos sem justificativa legal ou contratual aparente.
No documento enviado à corte de contas, Flávio Bolsonaro cita registros periciais extraídos do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes que indicariam uma comunicação "direta, frequente e não justificada institucionalmente" com Fábio Luís.
O Esquema do "Careca do INSS"
Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado como operador de um esquema de desvio de recursos de aposentados. Segundo a denúncia, o empresário pagaria propina a servidores do INSS para obter dados sigilosos de beneficiários.
Essas informações seriam repassadas a associações que, por sua vez, realizavam descontos indevidos (a título de mensalidades associativas) diretamente na folha de pagamento dos segurados, sem o consentimento destes.
Envolvimento de Frei Chico
O documento também lança luz sobre a figura de José Ferreira da Silva, conhecido como "Frei Chico", irmão do presidente Lula e tio de Lulinha. Frei Chico ocupa a vice-presidência do SINDNAPI (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos).
Flávio Bolsonaro argumenta que a posição de liderança do irmão do presidente em uma entidade ligada à categoria alvo das políticas do INSS, somada às denúncias, exige "redobrada cautela" e fiscalização sobre possíveis conflitos de interesse e facilitação institucional.
Pedidos ao TCU
Flávio Bolsonaro requer que o TCU realize uma auditoria técnica e independente para verificar:
- A integridade dos sistemas de proteção de dados do INSS e como ocorreram os vazamentos de informações;
- A existência de interferência política em nomeações e contratos na autarquia;
- A coincidência entre atos administrativos (como convênios e repasses) e os períodos de comunicação entre Lulinha e o "Careca do INSS";
- A atuação do SINDNAPI e de outras entidades sindicais em possíveis esquemas de descontos indevidos.
"A proximidade com o núcleo de poder federal e a possível influência indevida sobre um órgão de grande relevância social e orçamentária como o INSS justificam a instauração de apuração técnica", argumenta o senador no texto.
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