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Flávio aciona TCU para investigar elo do filho de Lula em fraudes do INSS

Senador aponta indícios de recebimento de "mesada" de R$ 300 mil e repasses milionários ao filho do presidente Lula por parte de empresário investigado

Da redação
DA REDAÇÃO

15/12/2025 • 18:36 • Atualizado em 15/12/2025 • 18:36

Flávio aciona TCU para investigar elo do filho de Lula em fraudes do INSS

Flávio aciona TCU para investigar elo do filho de Lula em fraudes do INSS

Adriano Machado/Reuters

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando a abertura imediata de uma auditoria no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no Ministério da Previdência.

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O documento pede a apuração de suposto tráfico de influência e favorecimento indevido envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha", filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A representação baseia-se em reportagens e investigações preliminares que ligam Lulinha ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de "Careca do INSS". Segundo o senador, há indícios de que o filho do presidente teria recebido pagamentos sem justificativa legal ou contratual aparente.

No documento enviado à corte de contas, Flávio Bolsonaro cita registros periciais extraídos do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes que indicariam uma comunicação "direta, frequente e não justificada institucionalmente" com Fábio Luís.

O Esquema do "Careca do INSS"

Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado como operador de um esquema de desvio de recursos de aposentados. Segundo a denúncia, o empresário pagaria propina a servidores do INSS para obter dados sigilosos de beneficiários.

Essas informações seriam repassadas a associações que, por sua vez, realizavam descontos indevidos (a título de mensalidades associativas) diretamente na folha de pagamento dos segurados, sem o consentimento destes.

Envolvimento de Frei Chico

O documento também lança luz sobre a figura de José Ferreira da Silva, conhecido como "Frei Chico", irmão do presidente Lula e tio de Lulinha. Frei Chico ocupa a vice-presidência do SINDNAPI (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos).

Flávio Bolsonaro argumenta que a posição de liderança do irmão do presidente em uma entidade ligada à categoria alvo das políticas do INSS, somada às denúncias, exige "redobrada cautela" e fiscalização sobre possíveis conflitos de interesse e facilitação institucional.

Pedidos ao TCU

Flávio Bolsonaro requer que o TCU realize uma auditoria técnica e independente para verificar:

  • A integridade dos sistemas de proteção de dados do INSS e como ocorreram os vazamentos de informações;
  • A existência de interferência política em nomeações e contratos na autarquia;
  • A coincidência entre atos administrativos (como convênios e repasses) e os períodos de comunicação entre Lulinha e o "Careca do INSS";
  • A atuação do SINDNAPI e de outras entidades sindicais em possíveis esquemas de descontos indevidos.

"A proximidade com o núcleo de poder federal e a possível influência indevida sobre um órgão de grande relevância social e orçamentária como o INSS justificam a instauração de apuração técnica", argumenta o senador no texto.

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