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França identifica primeiro caso de ebola no país

Doença foi confirmada em médico humanitário que retornou de uma missão na República Democrática do Congo. No atual surto, este é o primeiro caso de ebola fora do continente africano.

Da redação
DA REDAÇÃO

24/06/2026 • 10:22 • Atualizado em 24/06/2026 • 10:22

Vírus

Vírus

Pixabay

O Ministério da Saúde da França confirmou o primeiro diagnóstico positivo de Ebola em seu território. O paciente é um médico humanitário que retornou recentemente de uma missão na República Democrática do Congo (RDC), país que enfrenta uma circulação ativa do vírus.

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Assim que desembarcou na França, o profissional foi isolado e transferido sob rígidas condições de segurança para um hospital especializado em infecções de alta transmissibilidade. De acordo com o boletim oficial, o estado de saúde do médico é estável.

Protocolos de isolamento e monitoramento

Embora o país já tenha tratado dois pacientes com a doença em 2014 (durante o surto na África Ocidental), esta é a primeira vez que um caso é de fato diagnosticado em solo francês. O governo informou que toda a infraestrutura de biossegurança — que inclui leitos com pressão negativa — foi acionada para impedir o contágio.

As medidas preventivas em curso incluem:

  • Rastreamento de contatos: Uma investigação epidemiológica já começou a mapear todas as pessoas que estiveram próximas ao médico.
  • Quarentena: Os indivíduos identificados deverão cumprir isolamento domiciliar por 21 dias sob supervisão médica.
  • Vigilância em aeroportos: O monitoramento foi intensificado para passageiros vindos de regiões de risco.

Panorama global do surto

A confirmação acende o alerta por se tratar do primeiro caso identificado fora da África no surto atual. A situação é acompanhada de perto por órgãos internacionais devido a fatores críticos:

O surto é causado pela variante Bundibugyo, para a qual não há vacina ou tratamento específico até o momento.

A OMS aponta que a transmissão está acelerando na República Democrática do Congo e em Uganda. Oficialmente, há 896 casos e 232 mortes, mas especialistas acreditam que os números reais sejam maiores.

*Com DW Brasil.