O Metrô de São Paulo demitiu um funcionário que se recusou a ajudar uma passageira que denunciou assédio sexual na estação Sé, que atende as linhas 3-Vermelha e 1-Azul, na quarta-feira (25).
Segundo apurado pela reportagem, o trabalhador ignorou o relato da usuária e atribuiu a responsabilidade pelo episódio à própria mulher, afirmando que as roupas que ela vestia teriam motivado a abordagem do agressor.
Em nota, a companhia informou que desligou o empregado porque a atitude dele "não condiz com as diretrizes da empresa em um caso grave que demanda acolhimento e respeito à vítima".
Empresa pede desculpas e cita treinamento de agentes
No comunicado, o Metrô pediu desculpas "à vítima e aos demais passageiros envolvidos" e reforçou que "não compactua com qualquer tipo de assédio, nem tolera desvios aos rigorosos treinamentos aos quais todos os seus agentes são submetidos".
A empresa destacou que todos os agentes passam por treinamentos rigorosos e que não admite condutas que contrariem esses procedimentos em situações de violência nas dependências do sistema.
Atendimento foi feito por agentes mulheres
Ainda de acordo com o Metrô, apesar da abordagem inicial, a passageira recebeu atendimento e acolhimento de outras funcionárias, que se colocaram à disposição para acompanhá-la no registro de ocorrência.
A vítima, porém, decidiu não seguir até uma delegacia. Segundo a companhia, essa escolha foi formalizada na presença de testemunhas.
Casos de assédio sexual em meios de transporte têm sido alvo de campanhas de conscientização e de criação de canais de denúncia em várias cidades do país. Autoridades de segurança e órgãos de proteção à mulher recomendam que vítimas e testemunhas busquem ajuda imediata junto a funcionários e às forças policiais.
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