
Luiz Fux
Gustavo Moreno/STF
Em seu voto, o ministro Luiz Fux defendeu "incompetência absoluta do STF para analisar o caso" e declarou divergência quanto ao entendimento do relator. Ele foi o primeiro a discordar do relator, Alexandre de Moraes, no julgamento dos réus que integram o núcleo 4, responsável pela criação e difusão de fake news sobre as urnas eletrônicas para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
O ministro ainda defendeu a nulidade da ação penal por entender que ela não deveria ser julgada na Turma.
Crítica a Gilmar Mendes
Em seu voto, Fux fez uma crítica a Gilmar Mendes. Fux citou, sem mencionar nomes, a manifestação de "ministros que não participam dos julgamentos da Turma".
“Ao rebaixar sua competência originária para uma das duas Turmas, estaríamos silenciando as vozes de ministros que poderiam exteriorizar, nos autos e não fora dos autos, sua forma de pensar sobre os fatos a serem julgados nesta ação penal. Aliás, a manifestação de ministros que não participaram do julgamento fora dos autos recebeu uma crítica contundente sobre a violação à lei orgânica da magistratura”, disse.
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