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Golpe da caipirinha: saiba como funciona a fraude e como se proteger

Entenda como funciona a fraude que atrai vítimas com bebidas baratas em áreas turísticas e aprenda dicas essenciais para evitar prejuízos e extorsões em bares e blocos de rua

Da redação
DA REDAÇÃO

16/03/2026 • 16:40 • Atualizado em 16/03/2026 • 16:40

Com a proximidade de grandes eventos e o aumento do fluxo de turistas em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, um antigo conhecido das autoridades volta a preocupar: o golpe da caipirinha. A fraude, que mistura extorsão e distração, pode transformar um momento de lazer em um prejuízo de milhares de reais.

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Entenda como os criminosos agem e quais cuidados tomar para não virar estatística: o que é o golpe da caipirinha?

Diferente de um furto comum, o golpe da caipirinha baseia-se na extorsão e na coação. Geralmente, ele ocorre em praias, blocos de rua ou bares de regiões turísticas. O criminoso aborda a vítima de forma extremamente amigável, oferecendo a bebida por um preço muito abaixo do mercado ou até como uma "cortesia de boas-vindas".

Como os criminosos agem?

O roteiro do golpe costuma seguir três etapas principais:

A oferta tentadora: O golpista oferece uma caipirinha por um valor simbólico (ex: R$ 10).

A "taxa oculta": Após o consumo, a conta chega com valores astronômicos. A justificativa é que o preço anunciado era apenas pelo limão ou pelo copo, e que a bebida alcoólica e o serviço custam centenas de reais.

A intimidação: Caso a vítima se recuse a pagar, o golpista e comparsas utilizam de ameaças físicas e cercam o cliente para forçar o pagamento via PIX ou cartão.

Variações perigosas: maquininha e "boa noite, Cinderela"

Além da extorsão no valor, os criminosos aproveitam o momento de descontração para aplicar o golpe da maquininha. Eles inserem um valor muito superior ao combinado (ex: R$ 1.000 em vez de R$ 10) ou utilizam visores danificados para esconder o preço real.

Em casos mais graves, a bebida pode ser "batizada" com substâncias para dopar a vítima, facilitando o roubo de pertences, senhas e transferências bancárias.

Dicas de segurança para evitar prejuízos

Para curtir sem sustos, especialistas em segurança recomendam:

Exija o cardápio: Nunca aceite ofertas verbais. Peça o menu físico ou digital oficial do estabelecimento para conferir os preços.

Confira o visor da máquina: Antes de aproximar ou inserir o cartão, verifique o valor na tela. Se o visor estiver quebrado ou ilegível, não realize o pagamento.

Prefira locais fixos: Evite comprar bebidas de ambulantes sem identificação ou que circulam em áreas de grande aglomeração com preços "milagrosos".

Atenção ao preparo: Sempre que possível, acompanhe o preparo da sua bebida para evitar que substâncias estranhas sejam adicionadas.

Fui vítima, e agora?

Caso você sofra uma tentativa de extorsão, não reaja. Procure o policiamento mais próximo ou uma delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência (B.O.). Se o pagamento foi feito via cartão ou PIX, entre em contato imediatamente com o seu banco para tentar o bloqueio do valor.

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