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Golpe do pix, WhatsApp e mais: saiba como se defender das principais fraudes digitais

Preocupação dos brasileiros com o assunto cresceu 140% nos últimos cinco anos, segundo levantamento da Sala Digital Band Google

Luiza Lemos
LUIZA LEMOS

22/01/2025 • 13:28 • Atualizado em 22/01/2025 • 13:28

Pesquisa por golpes digitais cresceram 140% no Google

Pesquisa por golpes digitais cresceram 140% no Google

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Cada vez mais tecnológicos e criativos, criminosos utilizam redes sociais e serviços digitais para a prática de golpes e fraudes digitais. E os crimes, que se tornaram rotina, atingem boa parte da população brasileira. Segundo levantamento de 2024 da Febraban, a Federação Brasileira dos Bancos, 42% dos brasileiros relatam já terem sofrido com algum golpe digital.

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Devido aos casos frequentes de golpes, o interesse de buscas pelo termo no Brasil cresceu 140% nos últimos cinco anos, segundo levantamento da Sala Digital Band Google. O mais buscado, o do Pix, tem diversas variações, como o da transferência errada e o da transferência falsa. .

Sala Digital Band Google

Sala Digital Band Google

Mas é possível se defender e evitar prejuízos com fraudes digitais. Thiago Tanaka, diretor de cibersegurança da TIVIT, explica que ter um bom antivírus e fazer a autenticação de dois fatores pode ser uma barreira contra golpistas. "Ative também o alerta de segurança em suas contas bancárias e plataformas de pagamento", pontua.

O diretor avisa que o bom senso é sempre o ideal. "Evite divulgar informações como números de documentos, informações bancárias ou dados pessoais em redes sociais, ou grupos de WhatsApp", indica.

Golpe do Pix também pode ocorrer por phishing

O especialista afirma que, muitas vezes, golpes do tipo podem ocorrer pela prática criminosa do phishing. A prática é um golpe em que criminosos enganam vítimas para revelarem informações sensíveis, como senhas, dados bancários ou números de cartão de crédito. "As tentativas podem ocorrer por e-mail, SMS, textos em aplicativos ou até em ligações telefônicas", diz o diretor.

Por isso, desconfiar de mensagens e links pode ser uma defesa contra golpes financeiros na internet. Tanaka lista algumas formas para evitar golpes digitais em e-mails e WhatsApp, como verificar o remetente e a ortografia da mensagem.

"Uma boa dica, caso esteja no computador, é passar o mouse sobre links para ver o destino verdadeiro [no canto inferior esquerdo da tela], não clique em endereços que não conhece. Evite também abrir anexos, especialmente de remetentes desconhecidos, que podem ter programas maliciosos", indica.

No WhatsApp, Tanaka reforça que as orientações são as mesmas: desconfiar sempre. O indicado é verificar a identidade, seja telefonando ou fazendo perguntas pessoais. "Também sugiro configurar as opções de privacidade para limitar quem pode ver sua foto, status e última vez online, isso ajuda a proteger informações pessoais", afirma.

Bancos se isentam de responsabilidade com golpe do Pix

Golpe do Pix é o mais popular no Brasil | Agência Brasil

Golpe do Pix é o mais popular no Brasil | Agência Brasil

Mesmo tomando todos os cuidados, é possível cair em um golpe como o do Pix. Segundo o Google, a pergunta mais feita pelos brasileiros em 2024 sobre o golpe foi “como pedir estorno de Pix por golpe”. Segundo o advogado Antônio Carlos Morad, os bancos não têm a obrigação de fazer o ressarcimento para a vítima.

"A hipótese em poder culpar o banco será tão somente se esse tivesse participado do crime ou oferecido elementos ao criminoso por culpa ou dolo. O banco, em caso de golpes do tipo, não tem nada com isso", explica.

Morad explica que o banco oferece ao cliente a possibilidade de desistir de uma transferência via Pix em todas as etapas, assim, tirando a responsabilidade da instituição bancária em caso de golpe. "Se esse correntista não segue as medidas oferecidas pelo banco e não se atenta se o beneficiário é aquele mesmo com todos os quesitos que denotem sua licitude, infelizmente o banco não cancela o Pix", aponta.

A recomendação, segundo Morad, em caso de desconfiança, é denunciar o golpe para a Polícia Civil e ao banco antes de realizar qualquer transferência.

Recebi um Pix por engano, pode ser golpe?

Em caso de recebimento de Pix por engano, quando você não reconhece a origem da transferência, o advogado afirma que há possibilidade de ser um golpe.

"Pode ser um ato de estelionato, ou outro tipo de ato, como alguém tentando enganar sistemas. Como depositar para um terceiro e procurá-lo dizendo que fez um Pix errado, pedindo para reenviar em outra conta", diz. Nesse caso, também vale a desconfiança e acionar o banco ou a polícia.

O banco deve ressarcir o Golpe do Pix?

Apesar dos bancos não terem nenhuma responsabilidade com transferências feitas por usuários do Pix, é possível conseguir o ressarcimento.

O advogado pontua que a instituição financeira só pode cancelar a transação por culpa dele ou ordem judicial. "O banco estará isento de qualquer ato cometido pela vítima se essa o fez por sua conta, enganada por um criminoso", afirma.

Caí em golpe, o que devo fazer?

Se mesmo com todo o cuidado, você foi vítima de um golpe, há alguns passos a serem tomados após o crime. O primeiro é entrar em contato com a Polícia Civil e registrar um boletim de ocorrência. Saiba os próximos passos:

  • Entrar em contato com o banco para relatar o caso e solicitar valores de volta;
  • Caso o banco não resolva a situação, reclamar ao Procon;
  • Se não resolvido, fazer uma reclamação junto ao Banco Central;
  • Ou procurar a Justiça, ou Tribunal de Pequenas Causas.

A devolução de valores é feita pelo Mecanismo Especial de Devolução do Pix. O banco da vítima registra imediatamente a notificação de infração, a instituição do golpista bloqueia os valores e, em sete dias, verificam se houve fraude e devolvem o montante para a vítima.